Medicamentos e hormônios

Publicado em: Março 19, 2025
Revisado em: Março 25, 2026

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Tempo de leitura: 7 minutos
Os antidiabéticos são medicamentos usados para controlar os níveis de açúcar no sangue em pessoas com diabetes mellitus.
Eles ajudam a melhorar a captação de glicose pelas células, reduzir a produção de glicose pelo fígado ou aumentar a secreção de insulina pelo pâncreas.
Como atuam na regulação da glicemia, seja através da liberação da insulina ou da sensibilização dos receptores periféricos, os antidiabéticos são indicados principalmente para:
Existem ainda medicamentos antidiabéticos que podem ser usados para outras finalidades, como:
Os medicamentos antidiabéticos são considerados seguros e eficazes, desde que utilizados de forma adequada. No entanto existem algumas contraindicações:
Alguns efeitos colaterais podem ocorrer com o uso dos medicamentos para tratar a diabetes. são eles:
Muitos desses efeitos costumam ocorrer no início do tratamento, e sua ocorrência diminui com o passar do tempo e com o ajuste correto das doses.
O tratamento com antidiabéticos deve ser feito de forma mais incisiva quando eles são utilizados por alguns grupos populacionais. Isso se deve ao maior risco de desenvolvimento de efeitos colaterais e potenciais complicações.
Existem diversos tipos de medicamentos que podem ser usados no tratamento da diabetes, cada um com seu mecanismo de ação específico.
No entanto, é importante ressaltar que a maioria dos medicamentos antidiabéticos são indicados para a diabetes tipo 2.
Biguanidas
Esse tipo de medicamento antidiabético reduz a produção de glicose pelo fígado e aumenta a sensibilidade periférica à insulina.
Exemplo: Metformina.
Sulfonilureias
São classificados como medicamentos secretagogos, pois estimulam a secreção de insulina pelas células beta do pâncreas.
Exemplos: Glibenclamida, Gliclazida.
Inibidores da DPP-4
Eles prolongam ação do peptídeo semelhante ao glucagon 1 (GLP-1), o que leva a um aumento da secreção de insulina e redução da liberação de glucagon.
Exemplos: Sitagliptina, Vildagliptina.
Inibidores da SGLT2
Esses medicamentos diminuem a reabsorção de glicose nos rins, promovendo sua excreção na urina.
Exemplos: Empagliflozina, Dapagliflozina.
Agonistas do Receptor GLP-1
São medicamentos injetáveis que mimetizam os efeitos do GLP-1, estimulando a secreção de insulina e inibindo a de glucagon.
Além disso, os agonistas de GLP-1 também pode reduzir o apetite, promovendo assim a perda de peso.
Exemplos: Liraglutida, Semaglutida.
Tiazolidinedionas
Esta subclasse de antidiabéticos aumenta a sensibilidade à insulina nos tecidos periféricos.
Exemplos: Pioglitazona, Rosiglitazona.
Inibidores da Alfa-Glicosidase
Retardam a absorção de carboidratos no intestino, através de sua atuação em enzimas que participam da digestão.
Seu efeito é menor que outros subtipos de medicamentos, e muitos pacientes preferem utilizar outras opções.
Exemplo: Acarbose.
Meglitinidas
Esses medicamentos estimulam a secreção de insulina pelo pâncreas. Eles atuam de maneira rápida, e por isso devem ser usados 15 a 30 minutos antes das refeições.
Exemplos: Repaglinida, Nateglinida.
Insulinas
As insulinas substituem a insulina endógena em pacientes que não produzem este hormônio em quantidades adequadas.
São usadas principalmente em casos de diabetes tipo 1 e diabetes gestacional, mas também podem ser utilizadas em casos avançados de diabetes tipo 2.
Exemplos: Insulina rápida, Insulina NPH.
O tempo varia dependendo do medicamento, mas a metformina, por exemplo, pode começar a agir dentro de alguns dias, com efeito pleno em algumas semanas. Em contrapartida, o efeito da insulina é mais rápido.
Não. A suspensão de medicamentos antidiabéticos geralmente leva ao descontrole glicêmico. Por isso, não é recomendado parar o tratamento sem orientação médica, pois o controle glicêmico deve ser mantido para evitar complicações.
Depende. Alguns antidiabéticos, como os inibidores da SGLT2 e agonistas do receptor GLP-1, podem promover perda de peso, mas seu uso para esse fim deve ser avaliado e supervisionado por um médico.
Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.
Seguimos diretrizes rigorosas de fontes, sempre citando ou vinculando diretamente às fontes primárias em cada artigo.
Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.
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Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional.
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