Medicamentos e hormônios

Publicado em: Março 19, 2025
Revisado em: Março 25, 2026

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Tempo de leitura: 6 minutos
Os medicamentos antieméticos ajudam a controlar náuseas e vômitos, sintomas que podem surgir por vários motivos: desde um simples desconforto gástrico até tratamentos mais agressivos, como quimioterapia.
Alguns desses medicamentos podem ser usados como prevenção, em situações nas quais já se sabe que a náusea tem altas chances de ocorrer.
Eles agem diretamente em partes específicas do sistema nervoso ou no estômago, bloqueando os sinais que causam essas sensações desagradáveis.
Os antieméticos são amplamente utilizados para tratar náuseas e vômitos em várias situações, como:
Apesar da eficácia já estabelecida e da segurança desses medicamentos, eles possuem algumas contraindicações que podem exigir a substituição ou a monitorização mais intensiva.
Embora os antieméticos sejam úteis para controlar náuseas, eles podem causar efeitos colaterais em algumas pessoas. Esses efeitos variam conforme o tipo de medicamento usado, mas muitos deles são leves e desaparecem por conta própria após algum tempo.
Alguns grupos de pessoas precisam de cuidados extras ao usar antieméticos. Isso acontece porque o corpo delas pode reagir de forma diferente aos medicamentos, aumentando o risco de efeitos colaterais ou de outros problemas.
Os antieméticos são divididos em cinco subclasses, cada uma com um mecanismo de ação próprio:
Antagonistas da Serotonina (5-HT3)
Eles bloqueiam a ação da serotonina, uma substância que pode causar náuseas e vômitos ao se ligar a certos receptores no cérebro e no trato digestivo.
Esses medicamentos são usados principalmente no tratamento de náuseas induzidas por quimioterapia, radioterapia e após cirurgias.
Exemplos: Ondansetrona, Granissetrona.
Antagonistas da Dopamina
Esses medicamentos são muito usados para tratar náuseas causadas por crises de enxaqueca e problemas gástricos.
Eles agem bloqueando os receptores D2 da dopamina, impedindo os sinais de “disparo” da náusea e do vômito.
Exemplo: Metoclopramida, Domperidona.
Anti-histamínicos (H1)
São eficazes no alívio do enjoo causado por labirintopatias, movimento e náuseas leves.
Apesar de seu efeito na ação da histamina, o mecanismo de ação desta subclasse de antieméticos ainda não é completamente compreendido.
Exemplos: Dimenidrinato, Meclizina.
Anticolinérgicos
Este tipo de antiemético bloqueia a ação da acetilcolina, um neurotransmissor que está envolvido no reflexo do vômito.
É um medicamento bastante eficaz na prevenção e controle da náusea causada por intoxicações alimentares, por movimento e no pós operatório. No entanto, sua eficácia no tratamento de um quadro de vômitos intensos ou já estabelecido não é boa.
Exemplo: Escopolamina.
Antagonistas dos Receptores NK1
Esses medicamentos bloqueiam a ação de uma substância chamada neurocinina 1 (NK1), que está envolvida no processo de indução de náuseas e vômitos. E
São especialmente úteis para prevenir náuseas e vômitos tardios causados por quimioterapia, que podem ocorrer até 24 horas após o tratamento.
Exemplos: Aprepitanto, Fosaprepitanto.
Anti-histamínicos, como o dimenidrinato, geralmente são eficazes para situações simples, como enjoo de movimento, além de terem poucos efeitos colaterais.
Sim, mas apenas sob orientação médica. Alguns medicamentos são considerados seguros, enquanto outros não devem ser usados.
Depende do medicamento em questão. Sempre consulte um médico antes de combinar medicações, pois algumas combinações podem causar problemas.
Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.
Seguimos diretrizes rigorosas de fontes, sempre citando ou vinculando diretamente às fontes primárias em cada artigo.
Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.
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Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional.
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