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    Medicamentos e hormônios

    Anti-histamínicos

    Os anti-histamínicos são essenciais no controle de alergias e inflamações. Conheça seus tipos, indicações, contraindicações e possíveis efeitos colaterais.
    Anti-histamínicos

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Março 19, 2025

    Anti-histamínicos

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    Tempo de leitura: 5 minutos

    Introdução

    Os anti-histamínicos são medicamentos utilizados para tratar condições relacionadas às reações alérgicas e, em alguns casos, inflamatórias.

    Eles atuam bloqueando a ação da histamina, uma substância liberada pelo sistema imunológico em resposta a alérgenos ou outros agentes irritantes.

    São medicamentos bastante seguros, que ajudam a aliviar sintomas como coceira, coriza, espirros e urticária, além de serem úteis em outros contextos terapêuticos. Porém, o uso deve ser feito sempre com orientação profissional, pois eles podem interagir com outras substâncias e causar efeitos indesejados.

    Informações essenciais

    Usos e indicações

    Os anti-histamínicos são indicados para tratar diversas condições de saúde e aliviar os seus sintomas, incluindo:

    • Distúrbios alérgicos, como rinites, urticária, dermatites alérgicas.
    • Anafilaxia, como parte do tratamento emergencial.
    • Distúrbios gastrointestinais associados ao excesso de ácido, como úlceras e refluxo gastroesofágico.
    • Prevenção de enjoo e náuseas.
    • Condições respiratórias, como asma e alergias sazonais.

    Em algumas situações específicas, alguns anti-histamínicos podem ser usados como adjuvantes de sedação, devido a seu efeito colateral de sonolência.

    Contraindicações

    O uso de anti-histamínicos deve ser feito com cautela para evitar ao máximo as possíveis complicações, além de garantir a sua eficácia.

    Assim, antes de iniciar o tratamento, é importante ter em mente alguns fatores:

    • Alergias: Informe ao médico se você já teve reações alérgicas a anti-histamínicos ou outros medicamentos.
    • Condições específicas: Pacientes com glaucoma, hipertrofia prostática ou retenção urinária devem evitar alguns anti-histamínicos, uma vez que muitos podem agravar esses quadros.
    • Interações medicamentosas: Alguns anti-histamínicos podem interagir com sedativos, antidepressivos e outros medicamentos, potencializando seus efeitos.

    Efeitos colaterais comuns

    Embora sejam medicamentos seguros para a maioria das pessoas, os anti-histamínicos podem causar alguns efeitos colaterais. Eles costumam variar tanto na intensidade quanto na frequência, dependendo da classe e do medicamento utilizado:

    • Sonolência e fadiga, mais comuns com anti-histamínicos H1 de primeira geração, como a Difenidramina.
    • Boca seca e tontura.
    • Distúrbios gastrointestinais leves, como náuseas ou desconforto abdominal.
    • Alterações no apetite.
    • Em casos raros, reações alérgicas ao próprio medicamento.

    Muitos desses sintomas, em especial a sonolência e a fadiga, costumam melhorar com o tempo.

    Grupos de risco

    Algumas pessoas são mais sensíveis aos efeitos colaterais, e possuem um risco maior de desenvolvimento de complicações.

    Por isso, é necessário mais atenção e um maior monitoramento durante o uso.

    • Gestantes: A maioria dos anti-histamínicos deve ser usada apenas sob orientação médica.
    • Amamentação: Alguns medicamentos podem ser excretados no leite materno e causar efeitos no bebê.
    • Idosos: Podem ser mais sensíveis a efeitos colaterais, como sonolência e tontura, o que aumenta o risco de quedas.
    • Crianças: Nem todos os anti-histamínicos são indicados para essa faixa etária. Além disso, o ajuste de dose é essencial.

    Outro ponto importante a ser ressaltado é que, pelo fato de muitos anti-histamínicos causarem sonolência, o uso não é indicado para pessoas que irão dirigir ou manejar materiais pesados ou perigosos.

    Seja para tratar alergias, refluxo ou até enjoo, os anti-histamínicos desempenham um papel importante na medicina. Veja como funcionam e quando usá-los.

    Tipos de anti-histamínicos

    Existem diferentes tipos de anti-histamínicos, que possuem mecanismos de ação e efeitos específicos.

    Anti-histamínicos H1

    Eles bloqueiam os receptores H1, principalmente associados a sintomas alérgicos como coceira e inflamação.

    Exemplos: Loratadina, Cetirizina, Difenidramina.

    Anti-histamínicos H2

    Neste caso, o alvo t. Desta forma, esse tipo de medicamento reduz a produção de ácido gástrico, melhorando sintomas como o desconforto estomacal.

    Porém, seu uso vem diminuindo nos últimos anos, uma vez que os inibidores de bomba de próton, como omeprazol, possuem uma melhor eficácia terapêutica.

    Exemplos: Ranitidina, Famotidina, Cimetidina.

    Estabilizadores de mastócitos

    Impedem a liberação de histamina pelas células do sistema imunológico (mastócitos), sendo utilizados de forma preventiva e em situações bastante específicas.

    Exemplos: Cromoglicato de sódio, Nedocromil.

    Perguntas frequentes

    Os anti-histamínicos causam dependência?

    Não, mas o uso prolongado de anti-histamínicos pode levar à diminuição da eficácia em alguns casos. Por este motivo, é importante seguir as orientações médicas.

    Posso dirigir após tomar anti-histamínicos?

    Depende. Alguns anti-histamínicos podem causar sonolência, especialmente aqueles de primeira geração, que atuam nos receptores H1. Converse com o médico ou farmacêutico sobre os possíveis efeitos colaterais.

    Os anti-histamínicos servem para resfriados?

    Não, os anti-histamínicos não combatem o resfriado. No entanto, alguns anti-histamínicos podem aliviar sintomas como coriza e espirros, mesmo que não tratem a causa do problema.

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    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

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    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

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