Medicamentos e hormônios

Publicado em: Março 20, 2025

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Os antivirais são medicamentos usados no combate de infecções virais, atuando diretamente nos mecanismos de replicação dos vírus.
Mas, ao contrário dos antibióticos, que atacam organismos independentes (bactérias), os antivirais precisam atuar em processos celulares do hospedeiro onde o vírus se replica. Neste artigo, o foco é o hospedeiro humano.
Esses medicamentos não destroem o vírus em si, mas ajudam a inibir sua multiplicação, permitindo que o sistema imunológico elimine a infecção de forma mais eficaz.
Os antivirais são usados no tratamento de diversas infecções virais, incluindo:
Existem outros vírus que causam infecções em humanos, mas na maioria das vezes eles são eliminados pelo organismo sem a necessidade de uso de medicamentos.
Assim, os antivirais são indicados para vírus específicos ou para pacientes que não conseguem combater a infecção sozinhos.
O uso de antivirais, apesar de necessário e geralmente seguro, exige atenção especial para minimizar o risco de complicações.
Por isso, antes de iniciar o tratamento, é importante conhecer essas contraindicações e situações de maior risco.
Apesar de serem bem tolerados pela maioria das pessoas, os antivirais podem causar alguns efeitos colaterais.
No entanto, eles geralmente são leves e desaparecem com o tempo. São eles:
Alguns grupos de pessoas têm um risco maior para o desenvolvimento de efeitos colaterais e complicações.
A multiplicação dos vírus é um processo que possui várias etapas. Assim, cada tipo de antiviral atua de forma diferente, mas sempre com o mesmo objetivo de impedir a multiplicação desses pequenos organismos.
Inibidores da transcriptase reversa
Usados principalmente no tratamento do HIV. Inibem a enzima transcriptase reversa, essencial para a replicação do vírus.
Exemplos: Zidovudina, Lamivudina.
Inibidores de protease
Também utilizados no tratamento do HIV, esses antivirais bloqueiam a enzima protease, impedindo a formação das proteínas necessárias para a montagem de novos vírus.
Eles também podem ser usados em casos de Hepatite C e COVID-19.
Exemplos: Ritonavir, Lopinavir.
Inibidores de integrase
Interferem na inserção do DNA viral no DNA do hospedeiro, um processo essencial para a multiplicação do HIV, por exemplo.
Exemplos: Dolutegravir, Raltegravir.
Inibidores de fusão
Impedem que o vírus se una à membrana celular do hospedeiro. Desta forma, o vírus não consegue infectar a célula.
Exemplos: Enfuvirtida.
Inibidores da neuraminidase
Utilizados no tratamento de infecções por influenza, bloqueiam a enzima neuraminidase, que facilita a liberação de novos vírus das células infectadas.
Exemplos: Oseltamivir, Zanamivir.
Análogo sintético de nucleosídeo
Este tipo de antiviral atua como inibidor da replicação viral, pois possuem estrutura parecida com os nucleosídeos naturais que compõem o DNA ou RNA.
Assim, uma vez incorporados, essas substâncias causam o término prematuro da cadeia de DNA ou RNA.
Exemplos: Aciclovir, Ganciclovir.
Não necessariamente. Eles ajudam a controlar e reduzir a reprodução do vírus, permitindo ao corpo combater a infecção.
Não. O uso inadequado pode causar efeitos colaterais graves e levar à resistência viral.
Não. Cada antiviral tem como alvo vírus específicos.
Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.
Seguimos diretrizes rigorosas de fontes, sempre citando ou vinculando diretamente às fontes primárias em cada artigo.
Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.
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Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional.
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