Neste Artigo

    Medicamentos e hormônios

    Antivirais

    Os antivirais são essenciais no tratamento de infecções como HIV, hepatites e gripe, impedindo a replicação viral e ajudando o organismo a combater a doença.
    Antivirais

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Março 20, 2025

    Antivirais

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    Tempo de leitura: 6 minutos

    Introdução

    Os antivirais são medicamentos usados no combate de infecções virais, atuando diretamente nos mecanismos de replicação dos vírus.

    Mas, ao contrário dos antibióticos, que atacam organismos independentes (bactérias), os antivirais precisam atuar em processos celulares do hospedeiro onde o vírus se replica. Neste artigo, o foco é o hospedeiro humano.

    Esses medicamentos não destroem o vírus em si, mas ajudam a inibir sua multiplicação, permitindo que o sistema imunológico elimine a infecção de forma mais eficaz.

    Informações essenciais

    Usos e indicações

    Os antivirais são usados no tratamento de diversas infecções virais, incluindo:

    • HIV/AIDS
    • Hepatites B e C
    • Herpes simples
    • Herpes zoster
    • Influenza (gripe)
    • COVID-19
    • Citomegalovírus (CMV), em pacientes imunocomprometidos

    Existem outros vírus que causam infecções em humanos, mas na maioria das vezes eles são eliminados pelo organismo sem a necessidade de uso de medicamentos.

    Assim, os antivirais são indicados para vírus específicos ou para pacientes que não conseguem combater a infecção sozinhos.

    Contraindicações

    O uso de antivirais, apesar de necessário e geralmente seguro, exige atenção especial para minimizar o risco de complicações.

    Por isso, antes de iniciar o tratamento, é importante conhecer essas contraindicações e situações de maior risco.

    • Alergias: Pacientes com histórico de reações alérgicas a componentes da formulação devem evitar o uso.
    • Insuficiência hepática ou renal: Pessoas com problemas nesses órgãos necessitam de um monitoramento mais frequente e, muitas vezes, ajuste nas doses.
    • Interações medicamentosas: Algumas combinações de medicamentos podem aumentar o risco de efeitos colaterais ou reduzir a eficácia do antiviral.

    Efeitos colaterais comuns

    Apesar de serem bem tolerados pela maioria das pessoas, os antivirais podem causar alguns efeitos colaterais.

    No entanto, eles geralmente são leves e desaparecem com o tempo. São eles:

    • Problemas digestivos, como náusea, vômito ou diarreia.
    • Dor de cabeça.
    • Tontura.
    • Cansaço e sensação de fraqueza.
    • Reações na pele, como vermelhidão ou coceira.
    • Alterações nos exames de função hepática, sem sintomas aparentes em muitos casos.

    Grupos de risco

    Alguns grupos de pessoas têm um risco maior para o desenvolvimento de efeitos colaterais e complicações.

    • Gestantes: Alguns antivirais podem trazer riscos para o bebê em formação, principalmente nos primeiros meses da gravidez. É essencial consultar um médico.
    • Amamentação: Alguns medicamentos podem ser transferidos ao leite materno, exigindo avaliação cuidadosa sobre a possibilidade de substituição da amamentação.
    • Idosos: As alterações no metabolismo que ocorrem na terceira idade podem aumentar a suscetibilidade a efeitos colaterais.
    • Crianças: As doses precisam ser ajustadas conforme o peso e a idade, e nem todos os antivirais são recomendados para uso pediátrico.

    Vários comprimidos sobre uma mesa.

    Tipos de antiparasitários

    A multiplicação dos vírus é um processo que possui várias etapas. Assim, cada tipo de antiviral atua de forma diferente, mas sempre com o mesmo objetivo de impedir a multiplicação desses pequenos organismos.

    Inibidores da transcriptase reversa

    Usados principalmente no tratamento do HIV. Inibem a enzima transcriptase reversa, essencial para a replicação do vírus.

    Exemplos: Zidovudina, Lamivudina.

    Inibidores de protease

    Também utilizados no tratamento do HIV, esses antivirais bloqueiam a enzima protease, impedindo a formação das proteínas necessárias para a montagem de novos vírus.

    Eles também podem ser usados em casos de Hepatite C e COVID-19.

    Exemplos: Ritonavir, Lopinavir.

    Inibidores de integrase

    Interferem na inserção do DNA viral no DNA do hospedeiro, um processo essencial para a multiplicação do HIV, por exemplo.

    Exemplos: Dolutegravir, Raltegravir.

    Inibidores de fusão

    Impedem que o vírus se una à membrana celular do hospedeiro. Desta forma, o vírus não consegue infectar a célula.

    Exemplos: Enfuvirtida.

    Inibidores da neuraminidase

    Utilizados no tratamento de infecções por influenza, bloqueiam a enzima neuraminidase, que facilita a liberação de novos vírus das células infectadas.

    Exemplos: Oseltamivir, Zanamivir.

    Análogo sintético de nucleosídeo

    Este tipo de antiviral atua como inibidor da replicação viral, pois possuem estrutura parecida com os nucleosídeos naturais que compõem o DNA ou RNA.

    Assim, uma vez incorporados, essas substâncias causam o término prematuro da cadeia de DNA ou RNA.

    Exemplos: Aciclovir, Ganciclovir.

    Perguntas frequentes

    Os antivirais curam as infecções virais?

    Não necessariamente. Eles ajudam a controlar e reduzir a reprodução do vírus, permitindo ao corpo combater a infecção.

    Posso tomar antiviral sem prescrição?

    Não. O uso inadequado pode causar efeitos colaterais graves e levar à resistência viral.

    Os antivirais são eficazes contra todos os vírus?

    Não. Cada antiviral tem como alvo vírus específicos.

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