Neste Artigo

    Medicamentos e hormônios

    Contraceptivos

    O DIU é um contraceptivo inserido no útero para prevenir a gravidez. Pode ser hormonal ou de cobre, oferecendo proteção prolongada e eficaz.
    Contraceptivos

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Março 20, 2025

    Contraceptivos

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    Tempo de leitura: 6 minutos

    Introdução

    Os contraceptivos são recursos utilizados no planejamento familiar, permitindo que as pessoas escolham quando e se desejam ter filhos.

    Eles possuem diferentes mecanismos de ação, que podem ser farmacológicos ou físicos, oferecendo opções para atender às necessidades e condições de saúde específicas de cada pessoa.

    Além disso, os contraceptivos também são recursos terapêuticos úteis no tratamento de algumas condições clínicas.

    Informações essenciais

    Usos e indicações

    Além da contracepção, esses métodos desempenham outras funções importantes. Por exemplo, métodos hormonais podem ser utilizados para regular ciclos menstruais, tratar doenças ginecológicas e melhorar sintomas associados ao desequilíbrio hormonal.

    Já os métodos de barreira oferecem proteção dupla ao prevenir gravidezes indesejadas e infecções sexualmente transmissíveis.

    • Prevenção da gravidez: Principal indicação para todos os métodos contraceptivos.
    • Regulação hormonal: Métodos hormonais podem ser utilizados no tratamento de condições como síndrome dos ovários policísticos (SOP), endometriose, acne severa e irregularidades menstruais.
    • Controle de sintomas menstruais: Como fluxo intenso, cólicas ou TPM severa.
    • Proteção contra ISTs: Métodos de barreira, como preservativos, também oferecem proteção contra infecções sexualmente transmissíveis.

    Contraindicações

    Apesar dos benefícios já comprovados dos contraceptivos, algumas condições de saúde contraindicam seu uso. Por isso, é essencial passar por uma avaliação clínica antes da escolha do método, para evitar complicações graves.

    As principais contraindicações incluem:

    • Doenças cardiovasculares (especialmente para métodos hormonais combinados).
    • História de trombose ou embolia pulmonar.
    • Tabagismo em mulheres acima de 35 anos (hormonais combinados).
    • Alguns tipos de câncer de mama ou útero ativo.
    • Insuficiência hepática severa.

    Efeitos colaterais comuns

    Como qualquer intervenção médica, os contraceptivos podem causar efeitos colaterais, que variam de acordo com o método utilizado.

    A maioria dos efeitos é leve e temporário, mas é importante estar ciente deles antes de escolher o método a ser utilizado:

    • Métodos hormonais: Os efeitos mais comuns são náuseas, dor de cabeça, alterações de humor, retenção de líquidos, escapes (sangramento fora do período menstrual).
    • DIU de cobre: Aumento do fluxo menstrual e cólicas.
    • Preservativos: Possibilidade de reações alérgicas ao látex. Para esses casos, existem opções sem látex.

    Também é importante ressaltar que algumas condições clínicas podem ser desencadeadas ou pioradas pelo uso de métodos hormonais com estrogênios, como vasculites, enxaquecas, entre outros.

    Grupos de risco

    Certos grupos de pessoas podem apresentar riscos maiores de efeitos colaterais e complicações. Assim, a escolha do método deve levar em conta essas particularidades para garantir segurança e eficácia.

    • Gestação: Contraindicado (exceto preservativo para proteção contra ISTs).
    • Amamentação: Progestinas são preferíveis nos primeiros meses após o parto.
    • Tentativa de engravidar: Não há riscos após a suspensão, mas métodos hormonais podem atrasar o retorno da fertilidade por algumas semanas.
    • Idosos: Geralmente desnecessários devido à menopausa, mas podem ser usados para controle hormonal em casos específicos.Os métodos de barreira são recomendados para evitar a transmissão ou contaminação por ISTs.
    • Crianças: O uso não recomendado. No entanto, em casos excepcionais e sob orientação médica, alguns métodos hormonais podem ser usados em adolescentes mais jovens, com indicações específicas.

    As pílulas anticoncepcionais combinam hormônios para inibir a ovulação e regular o ciclo menstrual, sendo um dos métodos contraceptivos mais populares

    Tipos de contraceptivos

    Os contraceptivos estão disponíveis em diversas formas e mecanismos de ação, permitindo que a pessoa escolha aquele que mais se adeque às suas condições de saúde, estilo de vida e preferências pessoais.

    A seguir, vamos conhecer os diferentes tipos de contraceptivos:

    Combinados Orais

    São medicamentos de uso diário que contêm estrogênio e progestinas. De forma geral, recomenda-se fazer uma pausa no uso, de acordo com o medicamento específico.

    Esta pausa é

    Exemplo: Pílula combinadas (estradiol + progestina), Anel vaginal.

    Progestinas orais

    Esses contraceptivos contêm apenas progestinas, e normalmente possuem menos efeitos colaterais e riscos que as pílulas combinadas..

    Exemplo: Desogestrel.

    De barreira

    São métodos que bloqueiam o acesso dos espermatozóides ao útero.

    Exemplos: Preservativos (masculinos e femininos), diafragma, capuz cervical.

    Dispositivos intrauterinos (DIU)

    São métodos contraceptivos que consistem em um pequeno dispositivo de plástico inserido diretamente no útero.

    Podem conter ou não hormônios, ou partes de cobre, que atuam localmente impedindo a concepção.

    Exemplos: DIU de cobre, DIU hormonal (levonorgestrel).

    Definitivos

    São procedimentos cirúrgicos que impedem a fecundação, uma vez que tornam impossível o encontro de espermatozóides e óvulos.

    Exemplos: Laqueadura tubária, vasectomia.

    Implantes subdérmicos

    Coloquialmente chamado de “chip anticoncepcional”, o implante subdérmico é um contraceptivo reversível de ação prolongada (três anos).

    Ele contém um hormônio feminino sintético, semelhante à progesterona, que inibe a ovulação e altera o muco cervical, impedindo a passagem dos espermatozoides.

    Exemplo: Etonogestrel

    Métodos emergenciais

    São medicamentos hormonais, normalmente com  um estrógeno sintético associado a levonorgestrel, utilizado em situações emergenciais. As indicações incluem as falhas de métodos de barreira e relações sexuais sem proteção.

    Exemplo: Pílula do dia seguinte.

    Perguntas frequentes

    Contraceptivos hormonais causam infertilidade?

    Não. Apesar de prevenir a gestação, após a suspensão do uso de contraceptivos a fertilidade retorna rapidamente.

    Pílulas anticoncepcionais engordam?

    Na maioria das vezes, não. O ganho de peso significativo não é comum, mas algumas pessoas podem notar retenção de líquidos.

    Qual método contraceptivo protege contra ISTs?

    Apenas preservativos oferecem proteção contra infecções sexualmente transmissíveis.

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    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

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    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

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