Neste Artigo

    Medicamentos e hormônios

    Antiepilépticos

    Frasco com cápsulas azuis e brancas sobre a mesa, ilustrando o que é testosterona e sua associação com suplementos hormonais.
    Antiepilépticos

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Março 19, 2025

    Antiepilépticos

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    Tempo de leitura: 5 minutos

    Introdução

    Antiepilépticos, também conhecidos como anticonvulsivantes, são medicamentos utilizados para tratar e prevenir crises epilépticas.

    Essas crises são caracterizadas por uma atividade elétrica anormal no cérebro, que pode levar a convulsões, perda de consciência e outros sintomas neurológicos.

    Os antiepilépticos atuam estabilizando a atividade elétrica do cérebro, prevenindo a ocorrência de crises e controlando os sintomas em pacientes com epilepsia e outras condições neurológicas.

    Informações essenciais

    Usos e indicações

    Apesar da indicação geral desses medicamentos ser o tratamento de convulsões e transtornos convulsivos, existem diferentes tipos de patologias que estão envolvidas na atividade convulsiva.

    Assim, as principais indicações são:

    • Tratamento de epilepsia generalizada e focal.
    • Prevenção de crises convulsivas após traumas cranianos ou neurocirurgias.
    • Controle de convulsões febris em crianças.
    • Tratamento de transtornos do humor, como transtorno bipolar (em alguns casos).
    • Prevenção de enxaquecas (em alguns casos).

    Contraindicações

    Cada antiepiléptico possui suas contraindicações específicas, que podem impedir o uso ou exigir ajustes e monitoramentos mais frequentes. São elas:

    • Alergia ao medicamento.
    • Alguns tipos de arritmias cardíacas.
    • Disturbios hepáticos graves, para alguns antiepilépticos como os valproatos.
    • Glaucoma de ângulo fechado, para benzodiazepínicos.

    Efeitos colaterais comuns

    Os efeitos colaterais são relativamente comuns com o uso de medicamentos antiepilépticos, principalmente no início do tratamento. Os mais frequentes são:

    • Sonolência
    • Tontura
    • Irritabilidade
    • Problemas gastrointestinais, como náuseas e vômitos
    • Alterações de peso
    • Problemas de coordenação e tremores

    Grupos de risco

    Os medicamentos antiepilépticos podem causar uma série de efeitos potencialmente perigosos, que precisam ser monitorados. Alguns grupos de pessoas são mais susceptíveis a tais efeitos e à possíveis complicações:

    • Gestantes: Muitos antiepilépticos têm riscos teratogênicos, especialmente os valproatos. O uso deve ser cuidadosamente monitorado e, se possível, ajustado durante a gestação.
    • Amamentação: Alguns anticonvulsivantes podem ser excretados no leite materno, trazendo riscos para o bebê. Nesses casos, o médico pode modificar a farmacoterapia ou orientar a suspensão da amamentação.
    • Idosos: Os idosos podem ser mais suscetíveis aos efeitos colaterais, principalmente sonolência e problemas de coordenação, exigindo monitoramento cuidadoso e ajustes de dose.
    • Crianças: A escolha do medicamento deve levar em conta a idade e o tipo de crise. Alguns medicamentos são mais indicados para populações pediátricas, enquanto outros podem ser contraindicados, uma vez que podem afetar o desenvolvimento.

    Com diferentes mecanismos de ação, os antiepilépticos ajudam no controle de crises convulsivas e em outros distúrbios neurológicos. Descubra suas principais indicações.

    Tipos de antiepilépticos

    Barbitúricos

    São medicamentos utilizados principalmente para crises epilépticas generalizadas e crises tônico-clônicas.

    Eles se ligam aos receptires do GABA, um neurotransmissor inibitório, o que ajuda a acalmar a atividade elétrica do cérebro.

    Exemplo: Fenobarbital

    Benzodiazepínicos

    Os benzodiazepínicos, como o diazepam e o clonazepam, são frequentemente utilizados para o controle de crises agudas devido ao seu rápido início de ação.

    Eles também atuam nos receptores do GABA e são usados principalmente em situações de emergência.

    Exemplos: Diazepam, Clonazepam

    Hidantoínas

    São medicamentos que estabilizam as membranas dos neurônios, evitando que a atividade elétrica anormal no cérebro se propague.

    Podem ser usados em diferentes tipos de crises convulsivas, como crises parciais e crises tônico-clônicas generalizadas.

    Exemplo: Fenitoína

    Succinimidas

    Este tipo de anticonvulsivante é usado principalmente para tratar crises de ausência (pequeno mal). Elas reduzem as descargas neuronais anormais no cérebro, diminuindo assim a chance de ocorrência das crises.

    Exemplo: Etossuximida

    Valproatos

    Os valproatos podem ser usados no tratamento de vários tipos de crises, incluindo generalizadas, parciais e crises de ausência.

    Eles aumentam os níveis de GABA no cérebro e também bloqueiam os canais de sódio e cálcio.

    Exemplo: Ácido Valpróico

    Bloqueadores de Canais de Sódio

    Esses medicamentos impedem a propagação da atividade elétrica anormal, bloqueando os canais de sódio nos neurônios.

    São eficazes para crises parciais e generalizadas.

    Exemplos: Carbamazepina, Lamotrigina

    Bloqueadores de Canais de Cálcio

    Este tipo de antiepiléptico atua bloqueando os canais de cálcio dos neurônios, reduzindo a liberação de neurotransmissores excitatórios. Assim, eles previnem a propagação das descargas elétricas anormais.

    Além disso, podem também ser usados no tratamento da dor neuropática.

    Exemplos: Gabapentina, Pregabalina

    Inibidores da GABA Transaminase

    Esse tipo de medicamento aumenta os níveis de GABA ao inibir sua degradação, ajudando a controlar a atividade elétrica do cérebro.

    Sua indicação principal é como tratamento adjuvante, em casos de convulsões refratárias a outros medicamentos. Também pode ser usado no tratamento de espasmos infantis, um tipo raro e grave de convulsão que acomete bebês.

    Exemplo: Vigabatrim

    Outros Anticonvulsivantes

    Incluem medicamentos com mecanismos de ação diversos, que são usados para diferentes tipos de crises.

    Exemplos: Topiramato, Levetiracetam

    Perguntas frequentes

    Quanto tempo leva para os antiepilépticos fazerem efeito?

    A maioria dos antiepilépticos começa a ter efeito nas primeiras semanas de tratamento, mas o controle total das crises pode levar mais tempo.

    Posso parar de tomar o medicamento se não tiver crises?

    Não. A interrupção abrupta pode levar ao retorno das crises ou às vezes a crises mais graves. Sempre consulte o médico antes de ajustar ou parar o medicamento.

    Existem interações medicamentosas com antiepilépticos?

    Sim, muitos antiepilépticos podem interagir com outros medicamentos, como anticoagulantes e contraceptivos orais. Por isso, é importante informar todos os medicamentos em uso ao médico.

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    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

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    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

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