Medicamentos e hormônios

Publicado em: Março 19, 2025

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Antiepilépticos, também conhecidos como anticonvulsivantes, são medicamentos utilizados para tratar e prevenir crises epilépticas.
Essas crises são caracterizadas por uma atividade elétrica anormal no cérebro, que pode levar a convulsões, perda de consciência e outros sintomas neurológicos.
Os antiepilépticos atuam estabilizando a atividade elétrica do cérebro, prevenindo a ocorrência de crises e controlando os sintomas em pacientes com epilepsia e outras condições neurológicas.
Apesar da indicação geral desses medicamentos ser o tratamento de convulsões e transtornos convulsivos, existem diferentes tipos de patologias que estão envolvidas na atividade convulsiva.
Assim, as principais indicações são:
Cada antiepiléptico possui suas contraindicações específicas, que podem impedir o uso ou exigir ajustes e monitoramentos mais frequentes. São elas:
Os efeitos colaterais são relativamente comuns com o uso de medicamentos antiepilépticos, principalmente no início do tratamento. Os mais frequentes são:
Os medicamentos antiepilépticos podem causar uma série de efeitos potencialmente perigosos, que precisam ser monitorados. Alguns grupos de pessoas são mais susceptíveis a tais efeitos e à possíveis complicações:
Barbitúricos
São medicamentos utilizados principalmente para crises epilépticas generalizadas e crises tônico-clônicas.
Eles se ligam aos receptires do GABA, um neurotransmissor inibitório, o que ajuda a acalmar a atividade elétrica do cérebro.
Exemplo: Fenobarbital
Benzodiazepínicos
Os benzodiazepínicos, como o diazepam e o clonazepam, são frequentemente utilizados para o controle de crises agudas devido ao seu rápido início de ação.
Eles também atuam nos receptores do GABA e são usados principalmente em situações de emergência.
Exemplos: Diazepam, Clonazepam
Hidantoínas
São medicamentos que estabilizam as membranas dos neurônios, evitando que a atividade elétrica anormal no cérebro se propague.
Podem ser usados em diferentes tipos de crises convulsivas, como crises parciais e crises tônico-clônicas generalizadas.
Exemplo: Fenitoína
Succinimidas
Este tipo de anticonvulsivante é usado principalmente para tratar crises de ausência (pequeno mal). Elas reduzem as descargas neuronais anormais no cérebro, diminuindo assim a chance de ocorrência das crises.
Exemplo: Etossuximida
Valproatos
Os valproatos podem ser usados no tratamento de vários tipos de crises, incluindo generalizadas, parciais e crises de ausência.
Eles aumentam os níveis de GABA no cérebro e também bloqueiam os canais de sódio e cálcio.
Exemplo: Ácido Valpróico
Bloqueadores de Canais de Sódio
Esses medicamentos impedem a propagação da atividade elétrica anormal, bloqueando os canais de sódio nos neurônios.
São eficazes para crises parciais e generalizadas.
Exemplos: Carbamazepina, Lamotrigina
Bloqueadores de Canais de Cálcio
Este tipo de antiepiléptico atua bloqueando os canais de cálcio dos neurônios, reduzindo a liberação de neurotransmissores excitatórios. Assim, eles previnem a propagação das descargas elétricas anormais.
Além disso, podem também ser usados no tratamento da dor neuropática.
Exemplos: Gabapentina, Pregabalina
Inibidores da GABA Transaminase
Esse tipo de medicamento aumenta os níveis de GABA ao inibir sua degradação, ajudando a controlar a atividade elétrica do cérebro.
Sua indicação principal é como tratamento adjuvante, em casos de convulsões refratárias a outros medicamentos. Também pode ser usado no tratamento de espasmos infantis, um tipo raro e grave de convulsão que acomete bebês.
Exemplo: Vigabatrim
Outros Anticonvulsivantes
Incluem medicamentos com mecanismos de ação diversos, que são usados para diferentes tipos de crises.
Exemplos: Topiramato, Levetiracetam
A maioria dos antiepilépticos começa a ter efeito nas primeiras semanas de tratamento, mas o controle total das crises pode levar mais tempo.
Não. A interrupção abrupta pode levar ao retorno das crises ou às vezes a crises mais graves. Sempre consulte o médico antes de ajustar ou parar o medicamento.
Sim, muitos antiepilépticos podem interagir com outros medicamentos, como anticoagulantes e contraceptivos orais. Por isso, é importante informar todos os medicamentos em uso ao médico.
Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.
Seguimos diretrizes rigorosas de fontes, sempre citando ou vinculando diretamente às fontes primárias em cada artigo.
Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.
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Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional.
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