Neste Artigo

    Medicamentos e hormônios

    Hipolipemiantes

    A combinação de medicamentos hipolipemiantes, como estatinas e fibratos, pode ajudar a manter níveis saudáveis de colesterol e reduzir o risco de complicações cardiovasculares.
    Hipolipemiantes

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Março 21, 2025

    Hipolipemiantes

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    Tempo de leitura: 6 minutos

    Introdução

    Os medicamentos hipolipemiantes são aqueles utilizados para reduzir os níveis de lípidos no sangue, especialmente o colesterol e os triglicerídeos.

    Essas substâncias são essenciais para o funcionamento do organismo, mas seu excesso está ligado à doenças cardiovasculares, como aterosclerose, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

    Assim, o tratamento com hipolipemiantes tem como objetivo principal prevenir essas complicações em pacientes de alto risco.

    Informações essenciais

    Usos e indicações

    De forma geral, os hipolipemiantes são usados para reduzir os níveis de colesterol e triglicérides. Mais especificamente:

    • Diminuição dos níveis de colesterol LDL, ou “colesterol ruim”.
    • Elevação dos níveis de colesterol HDL, ou “colesterol bom”.
    • Diminuição dos níveis de triglicerídeos.
    • Prevenção primária e secundária de doenças cardiovasculares.
    • Tratamento de dislipidemias familiares ou adquiridas.

    Contraindicações

    Os hipolipemiantes são medicamentos considerados seguros para a maioria das pessoas. Porém, eles possuem algumas contraindicações específicas, como:

    • Doença hepática ativa ou elevação inexplicada das enzimas hepáticas (para estatinas e fibratos).
    • Alergia ao medicamento.
    • Gravidez e lactação (para estatinas e inibidores da PCSK9).
    • Insuficiência renal grave (para alguns fibratos).

    Efeitos colaterais comuns

    Os hipolipemiantes podem causar efeitos adversos, dependendo da classe:

    • Estatinas: Dor muscular, aumento das enzimas hepáticas, rabdomiólise (raro).
    • Fibratos: Distúrbios gastrointestinais, risco aumentado de cálculos biliares.
    • Ezetimiba: Diarreia, fadiga, dor abdominal.
    • Sequestrantes de Ácidos Biliares: Constipação, desconforto abdominal, deficiência de vitaminas lipossolúveis.
    • Inibidores da PCSK9: Reações no local da injeção, sintomas gripais.

    Grupos de risco

    O uso de hipolipemiantes, apesar de benéfico e seguro, exige precauções em determinados grupos:

    • Gestantes: O uso de estatinas está associado a baixo peso ao nascer e parto prematuro. Por isso, é essencial buscar a orientação de um médico.
    • Amamentação: O uso de medicamentos hipolipemiantes não é indicado durante a amamentação, devido aos riscos para o bebê.
    • Idosos: Existe um maior risco de efeitos adversos musculares, especialmente com estatinas.
    • Crianças: Uso limitado a casos de dislipidemias familiares.
    • Pacientes com insuficiência hepática ou renal: Monitoramento rigoroso é essencial.

    Os hipolipemiantes são fundamentais no controle de lipídios no sangue, sendo cruciais na prevenção de doenças cardiovasculares e no tratamento de dislipidemias.

    Tipos de hipolipemiantes

    Os hipolipemiantes podem ser classificados em diferentes subclasses, cada uma com mecanismos de ação específicos:

    Estatinas

    Esses medicamentos inibem a enzima HMG-CoA redutase, reduzindo a síntese hepática de colesterol e aumentando a captação de LDL pelo fígado.

    Exemplos: Atorvastatina, Rosuvastatina, Sinvastatina.

    Fibratos

    Os fibratos atuam em diferentes pontos do metabolismo, levando à redução dos níveis de colesterol LDL e triglicerídeos, além do aumento do HDL.

    Exemplos: Fenofibrato, Bezafibrato, Ciprofibrato.

    Inibidores da Absorção de Colesterol

    Atua impedindo a absorção de colesterol no intestino, reduzindo os níveis sanguíneos de colesterol total e LDL.

    Exemplo: Ezetimiba.

    Sequestrantes de Ácidos Biliares

    São medicamentos que se ligam aos ácidos biliares no intestino, promovendo sua excreção e reduzindo o colesterol plasmático.

    Exemplos: Colestiramina, Colesevelam.

    Inibidores da PCSK9

    Esta classe de medicamentos reduz os níveis de LDL no sangue. Eles são anticorpos injetáveis que impedem a reciclagem dos receptores de LDL.

    Exemplos: Evolocumabe, Alirocumabe.

    Perguntas frequentes

    Os resultados dos hipolipemiantes são imediatos?

    Não. Geralmente, leva algumas semanas para observar reduções significativas nos níveis de colesterol.

    Quais alternativas existem para controlar o colesterol?

    Além dos medicamentos, adotar uma dieta equilibrada, praticar atividade física regular e evitar tabagismo são medidas essenciais para o controle dos lípides.

    Todos podem usar os medicamentos hipolipemiantes?

    Não. O uso  dos hipolipemiantes depende da avaliação médica, especialmente em grupos de risco, como gestantes, idosos e pacientes com doenças hepáticas.

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    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

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