Neste Artigo

    Condições de Saúde

    Como saber se tenho diabetes?

    Kit de controle do diabetes com medicamentos, glicosímetro, seringa de insulina e lanceta sobre fundo laranja.
    Como saber se tenho diabetes?

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Junho 30, 2025

    Como saber se tenho diabetes?

    Fatos verificados por:

    (Nome da pessoa) Data de revisão:

    Tempo de leitura: 5 minutos

    Introdução

    A possibilidade de ser diagnosticado com alguma doença crônica é um medo real para muitas pessoas, principalmente porque os sintomas nem sempre são evidentes no início. Por isso, a pergunta “como saber se tenho diabetes?” é tão comum. 

    Antes de tudo, é preciso entender o que é diabetes mellitus: uma condição crônica que afeta a forma como o corpo utiliza a glicose, o principal tipo de açúcar presente no sangue. 

    Existem diferentes tipos de diabetes: 

    • Tipo 1, ou autoimune
    • Tipo 2, que está relacionada à resistência à insulina e a obesidade
    • Diabetes gestacional, que, como o próprio nome sugere, ocorre durante a gravidez 

    Cada um tem suas particularidades, mas todos envolvem o problema central da dificuldade do organismo em regular os níveis de glicose no sangue. Isso pode acontecer tanto pela falta de produção de insulina quanto pela resistência das células à ação desse hormônio.

    A boa notícia é que a diabetes tem tratamento e, quando identificada e tratada adequadamente, é possível evitar as complicações que estão associadas ao problema.

    Por isso, é importantíssimo conhecer os sinais mais comuns da doença, bem como os seus fatores de risco e questões relacionadas ao diagnóstico.

    Principais sintomas da diabetes

    Os sintomas do diabetes variam de acordo com o tipo da doença e com o grau de alteração da glicemia (nível de açúcar no sangue). 

    Em alguns casos, especialmente no diabetes tipo 2, os sinais podem ser leves ou até inexistentes por muito tempo. Mesmo assim, o corpo costuma dar alguns alertas que merecem atenção.

    Os mais comuns são:

    • Sede excessiva (polidipsia)
    • Aumento da frequência urinária (poliúria)
    • Sensação de fome exagerada (polifagia)
    • Perda de peso sem explicação aparente
    • Cansaço frequente
    • Visão embaçada

    Algumas pessoas também podem perceber uma maior dificuldade na cicatrização de feridas e o surgimento de infecções repetidas, principalmente na pele.

    Também é preciso ressaltar o timing e a intensidade dos sintomas:

    • No diabetes tipo 1, que geralmente se manifesta na infância ou adolescência, os sintomas tendem a ser mais intensos e surgem rapidamente. 
    • Já no tipo 2, que é mais comum em adultos e está frequentemente associado ao excesso de peso, os sinais podem ser mais discretos, se instalando ao longo de anos. 

    Fatores de risco: quem deve ficar mais atento?

    Algumas pessoas apresentam maior probabilidade de desenvolver diabetes ao longo da vida. 

    No caso da diabetes tipo 1, a genética é um dos fatores mais importantes, ou seja, o cuidado precisa ser redobrado para crianças e adolescentes que têm familiares próximos com diabetes (pais ou irmãos). 

    Já no caso do diabetes tipo 2, apesar de existir o fator genético, os fatores relacionados ao estilo de vida possuem um papel crucial. São eles:

    • Sedentarismo
    • Alimentação rica em açúcares simples e ultraprocessados
    • Excesso de peso (especialmente o acúmulo de gordura na região abdominal)
    • Estresse crônico
    • Má qualidade do sono

    Além disso, mulheres que tiveram diabetes gestacional ou bebês com peso acima de 4 quilos no parto também apresentam maior risco.

    Assim, identificar esses fatores e agir precocemente pode fazer toda a diferença. Muitas vezes, pequenas mudanças no dia a dia, como incluir caminhadas regulares, reduzir o consumo de bebidas açucaradas e controlar o peso corporal, já ajudam a melhorar o quadro clínico.

    Glicosímetro digital marcando 103 mg/dL ao lado de tiras de teste e frasco sobre superfície de madeira.

    Quais exames detectam o diabetes?

    O diagnóstico do diabetes é feito com base em exames laboratoriais que avaliam os níveis de glicose no sangue. 

    O principal deles é a glicemia de jejum, que consiste em medir a concentração de açúcar no sangue após um jejum de 8 a 12 horas. Valores iguais ou superiores a 126 mg/dL em duas medições diferentes indicam diabetes.

    Outro exame importante é o teste oral de tolerância à glicose (TOTG), também conhecido como curva glicêmica. Nele, o paciente ingere uma solução de glicose e tem a glicemia medida em diferentes intervalos. Se, duas horas após a ingestão, a glicemia estiver igual ou superior a 200 mg/dL, é um forte indicativo de diabetes.

    A hemoglobina glicada (HbA1c) é outro parâmetro muito utilizado, pois fornece uma média dos níveis de glicose nos últimos 2 a 3 meses. Valores iguais ou superiores a 6,5% sugerem diabetes. Esse exame também é útil para acompanhar o controle da doença ao longo do tempo.

    Vale lembrar que os exames devem ser solicitados por um profissional de saúde, que irá interpretá-los considerando o contexto clínico do paciente. 

    Dependendo da situação, pode ser necessário repetir os testes ou combiná-los com outras avaliações, como perfil lipídico, função renal e pressão arterial.

    O que fazer após o diagnóstico?

    Receber o diagnóstico de diabetes pode causar medo e insegurança, mas é importante lembrar que a doença, quando bem acompanhada, permite uma vida longa e com qualidade. 

    O primeiro passo é buscar informações confiáveis e estabelecer uma rotina de cuidados em conjunto com uma equipe multiprofissional.

    O tratamento pode incluir diferentes abordagens, com o objetivo de melhorar o controle glicêmico e a qualidade de vida, além de diminuir a ocorrência de complicações. 

    Além disso, o suporte psicológico e a educação em saúde também são fundamentais para ajudar a própria pessoa e a família a lidar com os desafios que podem surgir no dia a dia.

    Por fim, mesmo quem ainda não tem o diagnóstico, mas apresenta pré-diabetes, ou seja, valores alterados de glicose, mas ainda abaixo do limite para diabetes, já deve iniciar intervenções para evitar a progressão da doença.

    Perguntas frequentes

    Como saber se tenho diabetes?

    Os sintomas mais comuns são sede excessiva, urinar muito, fome exagerada e cansaço. Mas o diagnóstico só é confirmado por exames.

    O que muda na vida após o diagnóstico de diabetes?

    Após o diagnóstico de diabetes, é preciso adotar hábitos saudáveis, monitorar a glicose e, em alguns casos, usar medicamentos ou insulina.

    Diabetes tem cura?

    Embora a diabetes não tenha cura, com tratamento adequado é possível controlar bem a doença e ter qualidade de vida.

    Processo de revisão deste artigo:

    Nosso Processo de Revisão Clínica:

    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

    Seguimos diretrizes rigorosas de fontes, sempre citando ou vinculando diretamente às fontes primárias em cada artigo.

    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

    Nosso Processo de Revisão Clínica:

    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

    Seguimos diretrizes rigorosas de fontes, sempre citando ou vinculando diretamente às fontes primárias em cada artigo.

    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse.

    Este artigo te ajudou?

    Quais conteúdo está sentindo falta?

    Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional.

    O que poderia melhorar sua experiência?

    Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional.

    Que tal compartilhar sugestões para continuarmos melhorando?

    Este artigo está incompleto

    Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional.

    Este artigo possui informação errada

    Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional.