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    Condições de saúde

    Efeito placebo e nocebo: como a mente influencia o tratamento

    Silhueta de uma pessoa segurando flores com efeito de dupla exposição cobrindo o rosto.
    Efeito placebo e nocebo: como a mente influencia o tratamento

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Julho 10, 2025

    Efeito placebo e nocebo: como a mente influencia o tratamento

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    Tempo de leitura: 6 minutos

    Introdução

    Você já se sentiu melhor só por tomar um remédio, antes mesmo dele fazer efeito? Ou sentiu reações negativas apenas por medo do que poderia acontecer? Isso pode ter sido causado por algo que vai além da química dos medicamentos: o efeito placebo e seu “irmão oposto”, o efeito nocebo.

    Esses fenômenos mostram como a mente pode influenciar diretamente o corpo, tanto ajudando quanto atrapalhando o tratamento. Mais do que curiosidades, eles são alvos de estudos sérios e têm implicações práticas no atendimento médico, na forma como os profissionais se comunicam e na nossa relação com a saúde.

    Desta forma, é importante entender o que são esses efeitos, como eles funcionam e como podem impactar seu bem-estar, mesmo quando não há princípio ativo envolvido.

    O que é o Efeito Placebo?

    De forma técnica, o efeito placebo ocorre quando uma pessoa melhora após receber um tratamento sem substância ativa, como uma pílula de açúcar ou uma injeção de soro, simplesmente porque acredita que aquele tratamento é eficaz.

    Para que isso ocorra, o cérebro, ao esperar um benefício, aciona uma série de reações bioquímicas. Substâncias como endorfinas, dopamina e até opioides naturais são liberadas, ajudando a aliviar dores, reduzir ansiedade e até fortalecer o sistema imunológico.

    Esse efeito é tão forte que precisa ser controlado em testes clínicos. É por isso que, em estudos científicos, sempre há um grupo que recebe placebo, para permitir a comparação com os que tomam o medicamento real e medir o quanto a crença influencia os resultados.

    O que é o Efeito Nocebo?

    Já o efeito nocebo é o oposto: ele ocorre quando a expectativa de que algo fará mal de fato provoca sintomas desagradáveis, mesmo quando a substância usada é inofensiva.

    Por exemplo, se alguém acredita que determinado remédio causará dor de cabeça ou enjoo, é possível que sinta exatamente isso, mesmo tomando apenas um comprimido sem princípio ativo. 

    Ou seja, o medo ou a sugestão negativa podem desencadear reações físicas reais.

    Por isso, frases como “esse remédio costuma dar dor no estômago” ou “isso tem muitos efeitos colaterais” podem, sozinhas, ativar o efeito nocebo. Isso acontece porque a ansiedade e o foco no problema estimulam respostas do sistema nervoso ligadas ao estresse.

    Dois comprimidos alaranjados em embalagem blister sobre fundo esverdeado.

    Efeitos no dia a dia

    Esses fenômenos não acontecem só em laboratórios ou hospitais. Estão presentes na vida cotidiana:

    • Um chá que sua avó diz “curar qualquer coisa” pode aliviar seus sintomas por pura confiança
    • Um suplemento vendido como milagroso pode fazer você se sentir com mais energia, mesmo sem comprovação científica
    • O medo de efeitos colaterais pode provocar sintomas que não têm relação direta com o remédio

    Não é imaginação ou frescura, mas sim reações reais, provocadas por processos mentais que afetam o funcionamento do corpo.

    Como aproveitar o efeito placebo a seu favor

    Sabendo da existência e do funcionamento desses efeitos, é possível “usar” o placebo como aliado:

    • Confie no tratamento: Acreditar que ele pode ajudar ativa mecanismos cerebrais que colaboram com a recuperação
    • Tenha uma boa relação com seu médico: Sentir-se acolhido e compreendido aumenta a eficácia do tratamento
    • Evite pensamentos negativos: O pessimismo pode gerar efeito nocebo
    • Ambiente importa: Lugares tranquilos e seguros favorecem o bem-estar durante o tratamento

    Mas atenção, o placebo não é milagre, e não cura infecções, tumores ou doenças autoimunes. Ele pode amenizar sintomas, como dor, náusea e ansiedade, mas nunca deve substituir medicamentos prescritos ou cuidados médicos adequados.

    O mesmo vale para o efeito nocebo, que pode agravar sintomas ou dificultar o sucesso de um tratamento, mas não causa doenças por si só.

    Perguntas frequentes

    O efeito placebo pode substituir um remédio?

    Não. Ele pode aliviar sintomas, mas não trata a causa da doença. Pode ser considerado um complemento, mas não uma cura.

    Sentir reações por medo do remédio é normal?

    Sim. Quando a pessoa espera se sentir mal, o corpo pode responder com sintomas reais. Isso é o efeito nocebo, e acontece mais do que se imagina.

    Como usar o efeito placebo a meu favor?

    Confie no tratamento, mantenha pensamentos positivos e tenha uma boa relação com seu médico. A mente pode ser uma grande aliada na recuperação.

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    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

    Seguimos diretrizes rigorosas de fontes, sempre citando ou vinculando diretamente às fontes primárias em cada artigo.

    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

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