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    Condições de saúde

    Alzheimer: entenda os sintomas, causas e formas de cuidado

    A sertralina pode emagrecer ou engordar, dependendo da resposta do organismo de cada pessoa.
    Alzheimer: entenda os sintomas, causas e formas de cuidado

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Setembro 07, 2025

    Alzheimer: entenda os sintomas, causas e formas de cuidado

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    Tempo de leitura: 7 minutos

    Introdução

    O Alzheimer é uma das doenças que mais desperta preocupação quando pensamos no envelhecimento. Ele provoca alterações na memória e no pensamento, mas também interfere no comportamento e no modo como a pessoa se relaciona com o mundo ao redor.

    À medida que a condição progride, atividades simples do cotidiano, como lembrar compromissos, preparar uma refeição ou reconhecer pessoas próximas, podem se tornar um desafio. 

    Essa perda gradual de autonomia costuma trazer impacto tanto para quem recebe o diagnóstico quanto para familiares e cuidadores.

    Embora ainda não exista uma cura definitiva para o Alzheimer, existem recursos importantes para desacelerar a progressão da doença e melhorar o bem-estar. 

    Nesses casos, a informação é um dos maiores aliados, já que compreender o que está por trás dessa condição ajuda famílias a se prepararem e apoiarem melhor quem convive com ela.

    O que é Alzheimer?

    O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que provoca a morte progressiva de células cerebrais. 

    Ele é a causa mais comum de demência em pessoas acima dos 65 anos, mas também pode aparecer de forma precoce em casos mais raros. 

    Dois fenômenos principais estão envolvidos nesse processo: 

    • Formação de placas de proteína beta-amiloide
    • Emaranhados de proteína tau

    As placas se acumulam entre os neurônios, dificultando a comunicação entre eles. Já os emaranhados se formam dentro dos neurônios, prejudicando seu funcionamento e, eventualmente, levando à morte celular.

    Assim, com a evolução da doença, a pessoa vai perdendo gradualmente a capacidade de lembrar, aprender e realizar atividades cotidianas.

    Principais sintomas

    Os sintomas iniciais do Alzheimer costumam ser sutis, mas é importante ficar atento. Entre os mais comuns estão:

    • Esquecimento frequente de informações recentes
    • Dificuldade em encontrar palavras durante uma conversa
    • Trocar objetos de lugar de forma repetitiva
    • Desorientação em ambientes conhecidos
    • Mudanças de humor e comportamento

    Com o avanço da doença, a dependência aumenta, tornando necessário apoio constante para higiene, alimentação e locomoção.

    Possíveis causas e fatores de risco

    As causas exatas do Alzheimer ainda não são totalmente conhecidas. O que se sabe é que existe uma combinação de fatores genéticos, ambientais e relacionados ao envelhecimento. 

    • Genética: Diferentes genes parecem estar envolvidos no desenvolvimento da doença, e ter familiares com o problema aumenta a chance de diagnóstico
    • Envelhecimento: Com o passar dos anos, o cérebro sofre uma série de mudanças que podem danificar os neurônios. Assim, o risco de Alzheimer aumenta com o envelhecimento

    Além disso, pessoas com Síndrome de Down possuem uma maior chance de desenvolver a doença, que normalmente se inicia por volta dos 40 anos.

    Idosa em cadeira de rodas ao ar livre, representando os desafios de mobilidade e cuidados no Alzheimer.

    Fases do Alzheimer

    A Doença de Alzheimer progride de forma lenta e contínua, e atualmente não há tratamento capaz de interromper seu avanço. 

    Após o diagnóstico, a expectativa média de sobrevida é de 8 a 10 anos, embora isso possa variar de pessoa para pessoa. O desenvolvimento da doença é geralmente dividido em quatro estágios:

    • No estágio inicial, surgem alterações na memória, na personalidade e nas habilidades visuais e espaciais. Esses sintomas podem ser sutis e facilmente atribuídos ao envelhecimento normal, o que muitas vezes faz com que passem despercebidos.
    • No estágio moderado, a pessoa apresenta dificuldade para falar e realizar tarefas simples do dia a dia, e a coordenação motora pode ser afetada. É comum também haver agitação, insônia e mudanças de humor, tornando os cuidados mais constantes necessários.
    • No estágio grave, há resistência ou incapacidade de executar tarefas diárias, como higiene pessoal ou vestir-se. A incontinência urinária e fecal pode ocorrer, e a dificuldade para se alimentar, juntamente com a deficiência motora progressiva, aumenta a dependência de cuidadores.
    • No estágio terminal, a pessoa fica geralmente restrita ao leito e muitas vezes não consegue se comunicar. Dificuldades para engolir e infecções frequentes tornam os cuidados intensivos essenciais para garantir conforto e dignidade.

    Diagnóstico

    O diagnóstico da Doença de Alzheimer é feito principalmente por exclusão, ou seja, o médico precisa descartar outras causas de problemas de memória e alterações cognitivas. O rastreamento inicial normalmente inclui:

    Além disso, o médico irá realizar a avaliação das alterações cognitivas específicas, que vão além da perda de memória comum, incluindo déficits na linguagem e nas habilidades visuo-espaciais, que envolvem a percepção e a orientação no espaço.

    Tratamento

    O tratamento do Alzheimer combina medicação e terapias de apoio, com o objetivo de reduzir o impacto dos sintomas, manter a autonomia e melhorar a qualidade de vida do paciente.

    Os medicamentos ajudam a minimizar os distúrbios da doença e devem ser sempre prescritos e acompanhados por uma equipe médica, e incluem:

    • Donepezila
    • Galantamina
    • Rivastigmina (em comprimidos ou adesivo)
    • Memantina

    Existe também um novo tratamento, já aprovado pela Anvisa: Donanemab. É um anticorpo monoclonal administrado por infusão intravenosa, indicado para pessoas com comprometimento cognitivo leve ou demência leve associada ao Alzheimer. 

    Ele atua reduzindo placas de beta-amiloide no cérebro e pode retardar o declínio cognitivo, mas exige acompanhamento médico rigoroso devido a possíveis efeitos colaterais e avaliação genética antes do início do tratamento.

    Além do tratamento medicamentoso, terapias não farmacológicas desempenham um papel fundamental. Entre elas estão:

    • Fonoaudiologia: auxilia na manutenção da comunicação e da deglutição
    • Terapia ocupacional: ajuda a pessoa a manter a independência em tarefas diárias, promovendo segurança e autonomia
    • Apoio psicossocial: oferece suporte emocional para pacientes e familiares, ajudando a lidar com o impacto da doença e a reduzir o estresse
    • Atividades cognitivas e físicas: exercícios de memória, jogos e atividades físicas leves contribuem para estimular o cérebro e preservar funções cognitivas

    Perguntas frequentes

    Quais são os primeiros sintomas do Alzheimer?

    Os primeiros sinais do Alzheimer costumam ser esquecimentos frequentes, dificuldade para lembrar nomes ou compromissos, desorientação em lugares conhecidos, alterações de humor e dificuldade em realizar tarefas do dia a dia.

    O Alzheimer tem cura?

    Não, o Alzheimer não tem cura. Porém, com acompanhamento médico, uso de medicamentos específicos e estímulos cognitivos, é possível retardar a progressão da doença e preservar a autonomia por mais tempo.

    Como prevenir o Alzheimer?

    Embora não seja possível prevenir totalmente o Alzheimer, adotar hábitos saudáveis ajuda a reduzir o risco. Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física, estimular o cérebro com leitura e jogos, controlar pressão e diabetes, e ter uma vida social ativa são medidas importantes.

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    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

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    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

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