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    Medicamentos e hormônios

    Antibióticos

    Antibióticos
    Antibióticos

    Escrito por Equipe Health Lab

    Janeiro 28, 2025

    Antibióticos

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    Tempo de leitura: 5 minutos

    Introdução

    Os antibióticos são medicamentos usados para tratar infecções causadas por bactérias, agindo diretamente contra os microrganismos nocivos.

    Estes medicamentos podem atuar de duas formas:

    • Matando as bactérias, sendo então classificados como bactericidas
    • Impedindo a proliferação ou a reprodução destes microrganismos, atuando como bacteriostáticos

    Desta forma, eles ajudam a prevenir complicações graves e a promover a resolução do quadro infeccioso.

    No entanto, o uso inadequado traz consigo alguns riscos, sendo o principal a resistência bacteriana, um fenômeno que reduz a eficácia dos antibióticos contra certas bactérias.

    Informações essenciais

    Usos e indicações

    Os antibióticos são usados no tratamento de infecções causadas por bactérias, desde as mais comuns, como respiratórias e urinárias, até as mais raras e graves, como infecções disseminadas no sangue e meningite bacteriana.

    Esses medicamentos também podem ser usados de forma preventiva ou profilática, quando há um risco maior de contaminação e infecção. Por exemplo, este uso é comum em extrações de dente e em cirurgias.

    Contraindicações

    Apesar de amplamente prescritos, o uso de antibióticos pode trazer alguns riscos para a saúde, exigindo assim mais atenção a possíveis contraindicações e precauções:

    • Pessoas com alergia a um tipo ou classe específica de antibióticos, por exemplo, não devem utilizá-los.
    • Além disso, o uso inadequado, como a automedicação ou a interrupção do tratamento antes do tempo indicado, podem gerar resistência bacteriana, diminuindo a eficácia e dificultando tratamentos futuros.
    • Condições como gravidez, amamentação ou uso de outros medicamentos, apesar de não serem contraindicações em 100% dos casos, também devem ser discutidas com o médico antes do início do tratamento, uma vez que cada substância tem seu perfil específico de riscos e efeitos esperados.

    Efeitos colaterais comuns

    Embora os antibióticos sejam medicamentos essenciais para combater infecções bacterianas, seu uso pode causar efeitos colaterais em algumas pessoas. Os mais comuns incluem:

    • Distúrbios gastrointestinais: náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal.
    • Alterações na flora intestinal: o uso prolongado pode causar desequilíbrios, causando diarreias e, em casos mais graves, infecções por uma bactéria chamada Clostridioides difficile.
    • Reações alérgicas: os principais sintomas incluem manchas na pele, coceira e, em casos graves, reações anafiláticas.
    • Efeitos no fígado e rins: alguns antibióticos podem ser tóxicos para o fígado e para os rins, principalmente quando usados por muito tempo ou em altas doses.
    • Infecções fúngicas: devido à redução da flora bacteriana, pessoas em tratamento com antibióticos podem desenvolver, por exemplo, candidíase oral ou genital.

    No entanto, é importante reforçar que esses efeitos variam de pessoa para pessoa e dependem do tipo de antibiótico utilizado e do tempo de tratamento.

    Grupos de risco

    Alguns grupos de pessoas podem ter um risco maior de desenvolver reações adversas aos antibióticos, e devem ser avaliados e acompanhados com mais cuidado e atenção:

    • Gestantes: Alguns antibióticos, como tetraciclinas e quinolonas, podem afetar o desenvolvimento do bebê.
    • Amamentação: Muitos medicamentos podem ser excretados no leite materno, causando efeitos no bebê. Nesse caso, é necessário usar medicamentos considerados compatíveis com a amamentação.
    • Tentativa de engravidar: Alguns antibióticos podem interferir na fertilidade temporariamente ou trazer riscos em caso de gestação precoce. É o caso, por exemplo, da tetraciclina.
    • Idosos: Nesse grupo, o funcionamento dos rins e do fígado pode estar reduzido, o que aumenta o risco de toxicidade. Por isso, a escolha da dose e do tipo de antibiótico deve ser feita com cuidado.
    • Crianças: Devido ao fato de ainda estarem se desenvolvendo, o uso desses medicamentos em crianças e bebês deve ser feito com muita cautela. Um exemplo comum é o caso das tetraciclinas, que podem afetar o crescimento ósseo.

    Medicamentos antibióticos

    Tipos de antibióticos

    Os antibióticos são divididos em classes, cada uma com características específicas e sua escolha depende do tipo de infecção e do quadro clínico do paciente.

    Penicilinas

    São antibióticos amplamente usados para tratar infecções bacterianas como amigdalites, infecções de pele e sífilis.

    Exemplos: Amoxicilina, Penicilina G, Ampicilina.

    Cefalosporinas

    Possuem uma estrutura semelhante à das penicilinas e são eficazes contra uma ampla variedade de bactérias, sendo usadas em infecções respiratórias, urinárias e de pele. Dividem-se em gerações, que diferem em espectro de ação.

    Exemplos: Cefalexina (1ª geração), Cefuroxima (2ª geração), Ceftriaxona (3ª geração), Cefepima (4ª geração).

    Macrolídeos

    Muito usados em casos de alergia e resistência a penicilinas, esses antibióticos são indicados para casos de infecções respiratórias, gastrintestinais e algumas doenças sexualmente transmissíveis.

    Exemplos: Azitromicina, Claritromicina, Eritromicina.

    Quinolonas

    São muito utilizadas no tratamento de infecções urinárias, gastrointestinais e respiratórias. No entanto, podem causar sérios efeitos colaterais, o que vem levando alguns países e instituições a restringirem o seu uso.

    Exemplos: Ciprofloxacino, Norfloxacino, Levofloxacino.

    Aminoglicosídeos

    São potentes contra bactérias graves, especialmente infecções hospitalares. Geralmente usados em conjunto com outros antibióticos.

    Exemplos: Gentamicina, Amicacina, Tobramicina.

    Tetraciclinas

    São muito usados para combater a acne e a rosácea, embora possam também ser úteis no tratamento de outros tipos de infecções.

    Exemplos: Doxiciclina e Tetraciclina.

    Sulfonamidas

    São eficazes diversas bactérias causadoras de infecções urinárias, pneumocistose e certas infecções intestinais.

    Exemplos: Sulfametoxazol (frequentemente combinado com trimetoprima).

    Carbapenêmicos

    São antibióticos de amplo espectro, frequentemente usados em infecções graves e resistentes a outros antibióticos.

    Exemplos: Imipenem, Meropenem, Ertapenem.

    Glicopeptídeos

    São medicamentos de uso hospitalar, que atuam contra bactérias resistentes, como o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA).

    Exemplos: Vancomicina e Teicoplanina.

    Oxazolidinonas

    São indicadas para infecções graves causadas por bactérias resistentes, como MRSA e Enterococos resistentes à vancomicina (VRE). Por isso, seu uso é bastante restrito, mesmo em hospitais.

    Exemplo: Linezolida.

    Perguntas frequentes

    Toda infecção precisa ser tratada com antibióticos?

    Não. Os antibióticos são indicados apenas para infecções causadas por bactérias. E mesmo nesses casos, existem algumas infecções leves que podem ser resolvidas pelo próprio sistema imunológico sem a necessidade de medicamentos.

    Antibióticos servem para infecções virais?

    Não. Antibióticos são eficazes apenas contra bactérias e não têm efeito contra vírus. Infecções virais, como gripes, resfriados e a maioria das infecções de garganta, devem ser tratadas com medidas específicas, como repouso, hidratação e medicamentos para aliviar os sintomas.

    Posso consumir álcool enquanto estiver tomando antibióticos?

    Depende do tipo de antibiótico. Alguns, como o metronidazol, não devem ser combinados com álcool, pois podem causar reações graves. Por isso, sempre pergunte ao seu médico ou leia a bula do medicamento.

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    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

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    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

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