Neste Artigo

    Medicamentos e hormônios

    Antifúngicos

    Os antifúngicos são essenciais no combate a infecções fúngicas, desde micoses comuns até doenças graves. Conheça os tipos, indicações e precauções.
    Antifúngicos

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Março 19, 2025

    Antifúngicos

    Fatos verificados por:

    (Nome da pessoa) Data de revisão:

    Tempo de leitura: 6 minutos

    Introdução

    Os antifúngicos são medicamentos utilizados para tratar infecções causadas por fungos, e agem destruindo esses microrganismos, ou impedindo seu crescimento, ajudando o organismo a combater a infecção.

    Essas infecções possuem sintomas e apresentações bastante variadas, e vão desde condições superficiais, como micose de pele e candidíase, até infecções mais graves e sistêmicas que afetam órgãos internos, principalmente em pessoas com imunidade comprometida.

    Informações essenciais

    Usos e indicações

    Os medicamentos com ação antifúngica são usados para tratar infecções causadas por fungos, independente da parte do corpo atingida.

    Assim, as indicações mais comuns são:

    • Infecções de pele e unhas: Tratamento de micoses, onicomicoses e dermatofitoses. Estas são as indicações mais frequentes.
    • Candidíase: A Cândida é um dos fungos mais comuns, e pode atingir diversas áreas do corpo. Mas, ela atinge mais frequentemente a mucosa vaginal, oral e esofágica.
    • Infecções sistêmicas: Tratamento de infecções disseminadas, incluindo casos graves de aspergilose e criptococose.
    • Prevenção: Em pacientes que estão com o sistema imunológico comprometido, como os que estão em quimioterapia ou transplantados, para evitar infecções oportunistas.

    Contraindicações

    O uso de antifúngicos, principalmente os sistêmicos, pode ocasionar uma série de efeitos colaterais, muitos deles graves e perigosos.

    Por isso, é preciso ter atenção às contraindicações destes medicamentos:

    • Uso de outros medicamentos: Alguns antifúngicos, como os azóis, interagem com medicamentos como anticoagulantes, anticonvulsivantes e estatinas.
    • Problemas hepáticos: Estes medicamentos, por si só, podem causar danos ao fígado. Por isso, o uso seu deve ser monitorado em pessoas que já possuem alguma hepatopatia.
    • Alergias: Reações alérgicas podem ocorrer, principalmente com o uso de polienos.

    Efeitos colaterais comuns

    Mesmo quando utilizados em doses corretas, esses medicamentos podem causar efeitos colaterais. Eles são mais perigosos em pacientes já debilitados ou que tenham algum problema prévio de saúde, mas podem atingir qualquer pessoa.

    Os mais comuns são:

    • Náuseas, vômitos e diarreia.
    • Alterações hepáticas, que podem ser detectadas por exames de sangue. Elas normalmente são temporárias, e melhoram com a retirada do medicamento.
    • Irritação local, no caso de uso tópico.
    • Febre e calafrios, principalmente quando o uso é intravenoso, como no caso da Anfotericina B.

    Grupos de risco

    Alguns grupos de pessoas têm um risco maior de apresentarem reações adversas aos antifúngicos:

    • Gestação: Alguns antifúngicos tópicos são considerados seguros durante a gestação, como a Nistatina. No entanto, antifúngicos sistêmicos, como Fluconazol, devem ser evitados, especialmente no primeiro trimestre, devido ao risco de má-formação fetal.
    • Amamentação: Devido ao risco de serem excretados no leite materno, o uso desses medicamentos deve ser sempre discutido com o médico, para evitar efeitos no bebê.
    • Idosos: Devido às mudanças metabólicas que ocorrem com o passar da idade, os idosos possuem um maior risco de toxicidade hepática e interações medicamentosas. Por isso, normalmente as doses são ajustadas.
    • Crianças: Uso de antifúngicos tópicos é geralmente seguro, mas os sistêmicos devem ser prescritos com cautela e monitoramento rigoroso.

    Infecções fúngicas podem variar de simples micoses a quadros sistêmicos sérios. Descubra como os antifúngicos atuam e quais cuidados são necessários.

    Tipos de antifúngicos

    Como as infecções fúngicas podem ser causadas por diferentes espécies de fungos, e podem causar quadros clínicos diversos, a escolha das classes desses medicamentos pode variar bastante.

    Os principais tipos são:

    Polienos

    Este grupo de medicamentos afeta diretamente a membrana celular dos fungos, causando a morte desses microrganismos.

    Exemplos: Anfotericina B, Nistatina.

    Azóis

    Agem através da inibição de enzimas fúngicas, o que impede o crescimento e a proliferação do fungo. Assim o organismo consegue combater a infecção com mais facilidade.

    Exemplos: Fluconazol, Itraconazol, Cetoconazol.

    Equinocandinas

    Utilizados para tratar infecções sistêmicas graves, esses antifúngicos atuam na parede celular dos fungos.

    Exemplos: Caspofungina, Micafungina.

    Alilaminas

    Com um mecanismo de ação relativamente parecido com o dos azóis, e impedem a disseminação da infecção.

    Exemplos: Terbinafina, Naftifina.

    Pirimidinas

    Este antifúngico possui uma estrutura semelhante à de um ácido nucleico. No entanto, a resistência a este medicamento é frequente, e por isso seu uso não é tão comum.

    Exemplo: Flucitosina.

    Perguntas frequentes

    Posso interromper o uso quando os sintomas desaparecerem?

    Não. É importante seguir a duração do tratamento antifúngico prescrita para evitar recaídas ou resistência.

    Antifúngicos podem ser usados sem prescrição médica?

    Alguns antifúngicos tópicos são vendidos sem receita, mas o uso de medicamentos sistêmicos requer avaliação médica.

    Antifúngicos podem causar resistência?

    Sim, a resistência aos antifúngicos pode se desenvolver, especialmente quando eles são usados de forma inadequada ou interrompidos precocemente.

    Processo de revisão deste artigo:

    Nosso Processo de Revisão Clínica:

    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

    Seguimos diretrizes rigorosas de fontes, sempre citando ou vinculando diretamente às fontes primárias em cada artigo.

    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

    Nosso Processo de Revisão Clínica:

    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

    Seguimos diretrizes rigorosas de fontes, sempre citando ou vinculando diretamente às fontes primárias em cada artigo.

    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse.

    Este artigo te ajudou?

    Quais conteúdo está sentindo falta?

    Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional.

    O que poderia melhorar sua experiência?

    Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional.

    Que tal compartilhar sugestões para continuarmos melhorando?

    Este artigo está incompleto

    Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional.

    Este artigo possui informação errada

    Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional.