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    Condições de saúde

    O que é Parkinson: sintomas, causas e tratamentos

    Modelo anatômico do cérebro humano para ilustrar os efeitos cerebrais do Ozempic.
    O que é Parkinson: sintomas, causas e tratamentos

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Setembro 08, 2025

    O que é Parkinson: sintomas, causas e tratamentos

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    Tempo de leitura: 7 minutos

    Introdução

    O Parkinson é uma das doenças neurológicas mais conhecidas, principalmente por afetar a coordenação motora e provocar tremores característicos. 

    Mas, apesar de ser frequentemente associada ao envelhecimento, ela também pode atingir pessoas mais jovens, impactando de maneira significativa o dia a dia.

    Outro ponto importante é que é uma condição progressiva, ou seja, seus sintomas tendem a se intensificar com o tempo. Mas isso não significa que quem recebe o diagnóstico precisa abrir mão da qualidade de vida. 

    Entender como ele se manifesta, quais são os fatores de risco e de que forma é tratado é essencial para reduzir o estigma e apoiar tanto os pacientes quanto suas famílias.

    O que é Parkinson?

    O Parkinson é uma doença crônica e progressiva que afeta principalmente os movimentos do corpo. 

    Ele acontece quando as células nervosas localizadas em uma região do cérebro chamada substância negra começam a se degenerar. Essas células são responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor fundamental para o controle motor.

    Com a redução da dopamina, a comunicação entre as células nervosas fica prejudicada, e isso leva a sintomas como lentidão, rigidez e tremores. 

    O Parkinson é mais frequente em idosos, mas cerca de 10% dos casos surgem antes dos 50 anos, em uma forma chamada de Parkinson de início precoce.

    Apesar de não ter cura, existem tratamentos que ajudam a controlar os sintomas e a melhorar a mobilidade.

    Sintomas do Parkinson

    Os sintomas do Parkinson não aparecem de forma repentina. Eles surgem gradualmente e podem variar bastante entre os pacientes. 

    Os sinais mais comuns são:

    • Tremores em repouso: geralmente começam nas mãos, braços ou pernas e tendem a diminuir durante os movimentos voluntários
    • Rigidez muscular: sensação de corpo “travado”, que dificulta atividades simples, como levantar de uma cadeira
    • Bradicinesia: lentidão nos movimentos, que torna as tarefas cotidianas mais demoradas
    • Alterações na postura e no equilíbrio: quedas se tornam mais frequentes à medida que a doença avança
    • Problemas na fala e na escrita: a voz pode ficar mais baixa, e a letra tende a se tornar menor e menos legível

    Além dos sintomas motores, também existem os chamados sintomas não motores, que muitas vezes são subestimados:

    • Distúrbios do sono
    • Depressão e ansiedade
    • Constipação intestinal
    • Alterações cognitivas e de memória
    • Perda do olfato

    Curiosamente, alguns desses sintomas não motores podem surgir muitos anos antes dos tremores, sendo considerados sinais de alerta para o desenvolvimento da doença.

    Exercícios físicos com halteres leves ajudam na prevenção da queda do metabolismo com a idade.

    Causas e fatores de risco

    As causas exatas do Parkinson ainda não são totalmente compreendidas, mas os estudos indicam que há uma combinação de fatores genéticos e ambientais.

    • Genética: em alguns casos, mutações em genes específicos aumentam a probabilidade de desenvolver a doença
    • Envelhecimento: a idade é o principal fator de risco, já que a maioria dos diagnósticos ocorre após os 60 anos
    • Exposição ambiental: contato com pesticidas, solventes ou metais pesados pode contribuir para o aparecimento da doença
    • Histórico familiar: quem tem parentes de primeiro grau com Parkinson apresenta maior risco
    • Traumatismos cranianos: lesões repetitivas na cabeça também estão associadas a maior incidência

    Vale destacar que nem sempre esses fatores resultam na doença, e que muitas pessoas expostas a riscos nunca desenvolvem Parkinson.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico do Parkinson é essencialmente clínico. Ou seja, não existe um exame único capaz de confirmar a doença. 

    Assim, o neurologista avalia os sintomas, a história clínica e realiza testes físicos para observar a coordenação, a rigidez e a presença de tremores.

    Exames de imagem, como ressonância magnética ou tomografia, podem ser solicitados, mas servem apenas para descartar outras doenças com sintomas semelhantes. 

    Como o Parkinson é progressivo, o acompanhamento regular é fundamental para ajustar o tratamento conforme os sintomas evoluem.

    Tratamentos disponíveis

    Embora não exista cura, o tratamento do Parkinson tem como objetivo controlar os sintomas e preservar a independência do paciente pelo maior tempo possível.

    1. Medicamentos

    O mais conhecido é a levodopa associada à carbidopa, que repõe a dopamina e reduz a rigidez e os tremores. 

    Além dela, existem os agonistas dopaminérgicos e os inibidores da MAO-B, que também ajudam a manter o equilíbrio químico no cérebro.

    2. Fisioterapia e exercícios

    A prática regular de exercícios físicos é fundamental. Caminhadas, alongamentos, dança e até hidroginástica melhoram a mobilidade, a postura e o equilíbrio. A fisioterapia ajuda a reduzir a rigidez e prevenir quedas.

    3. Fonoaudiologia

    O Parkinson, principalmente em estágios mais avançados, pode afetar a fala e a deglutição. O acompanhamento com um fonoaudiólogo ajuda o paciente a se comunicar melhor e a evitar complicações como engasgos.

    4. Terapia ocupacional

    O terapeuta ocupacional auxilia na adaptação das atividades diárias, como vestir-se, cozinhar ou escrever, tornando-as mais práticas e seguras.

    5. Cirurgia

    Em casos mais avançados, quando os medicamentos perdem a eficácia, pode ser indicada a estimulação cerebral profunda. Esse procedimento utiliza eletrodos implantados no cérebro para regular a atividade elétrica e melhorar os sintomas motores.

    Perguntas frequentes

    Quais são os primeiros sintomas do Parkinson?

    Os sinais iniciais incluem tremores leves, lentidão nos movimentos, rigidez muscular e, em alguns casos, perda do olfato ou distúrbios do sono.

    O Parkinson tem cura?

    Ainda não existe cura, mas há tratamentos eficazes que controlam os sintomas e ajudam o paciente a ter uma vida ativa e independente.

    Quem tem Parkinson pode praticar exercícios?

    Sim. Atividades físicas adaptadas são fundamentais para melhorar a mobilidade, o equilíbrio e até o humor, ajudando a retardar a progressão dos sintomas.

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    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

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    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

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