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    Condições de Saúde

    Obesidade: o que é, tratamentos e consequências para a saúde

    Mão segurando fita métrica, símbolo do monitoramento da obesidade e da saúde corporal.
    Obesidade: o que é, tratamentos e consequências para a saúde

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Junho 24, 2025

    Obesidade: o que é, tratamentos e consequências para a saúde

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    Tempo de leitura: 7 minutos

    Introdução

    A obesidade é uma condição de saúde crônica e multifatorial que tem se tornado cada vez mais comum em todo o mundo, afetando adultos, crianças e até mesmo bebês. Ela se caracteriza pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, que pode prejudicar diversas funções do organismo e aumentar o risco de desenvolvimento de várias doenças. 

    No entanto, muitas vezes ela é tratada de forma simplista, como se fosse apenas uma questão estética e sua resolução se resumisse à “força de vontade e dieta”.

    Nos últimos anos, os números relacionados à obesidade têm chamado a atenção de profissionais de saúde e organizações internacionais. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com obesidade atualmente. 

    No Brasil, o cenário não é diferente: a cada ano, cresce o número de indivíduos com excesso de peso, especialmente entre os mais jovens.

    Assim, é essencial entender bem o que é a obesidade, quais são suas principais consequências para a saúde e quais abordagens terapêuticas são mais indicadas para o tratamento.

    O que é obesidade?

    A obesidade é definida, do ponto de vista clínico, como um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m². O IMC é uma ferramenta simples utilizada por profissionais da saúde para estimar a proporção entre o peso e a altura de uma pessoa. 

    No entanto, o IMC não diferencia massa muscular de gordura, o que o torna apenas um dia aspectos utilizados na avaliação. Mas, ainda assim, ele continua sendo uma ferramenta útil para triagem e diagnóstico inicial.

    Além do IMC, é necessário avaliar a distribuição da gordura corporal, especialmente o acúmulo na região abdominal, que está diretamente relacionado ao aumento do risco cardiovascular. Medidas como a circunferência da cintura e a relação cintura-quadril são frequentemente utilizadas nesse contexto.

    A obesidade pode ser classificada em diferentes graus: 

    • Grau I (IMC de 30 a 34,9)
    • Grau II (IMC de 35 a 39,9)
    • Grau III ou obesidade mórbida (IMC ≥ 40)

    Quanto maior o grau, maior o risco de complicações de saúde, incluindo doenças metabólicas, respiratórias, cardiovasculares e até alguns tipos de câncer.

    Causas e fatores de risco

    A obesidade não tem uma única causa. Ela é o resultado da interação entre múltiplos fatores, que variam de pessoa para pessoa. 

    Resumidamente, a base fisiológica do ganho de peso está no desequilíbrio entre a ingestão calórica e o gasto energético, ou seja, quando o consumo de calorias supera a quantidade de energia gasta pelo corpo. 

    Mas essa equação é apenas a ponta do iceberg, e outros fatores também tem uma grande influência no ganho de peso, como:

    • Genética
    • Histórico familiar
    • Distúrbios hormonais, como hipotireoidismo e síndrome de Cushing
    • Uso de certos medicamentos, como corticoides ou alguns psicotrópicos
    • Sedentarismo
    • Alimentação ultraprocessada
    • Distúrbios do sono
    • Fatores emocionais, como ansiedade e compulsão alimentar

    Além disso, questões sociais e econômicas também influenciam fortemente, uma vez que nem todo mundo tem acesso a alimentos frescos, ambientes seguros para atividade física e serviços de saúde adequados.

    Pessoa apertando a barriga por cima da camiseta, representando o acúmulo de gordura abdominal relacionado à obesidade.

    Consequências da obesidade para a saúde

    As possíveis consequências da obesidade para a saúde são muitas, sendo a principal o aumento significativo do risco de doenças crônicas não transmissíveis, como:

    A obesidade também está ligada a distúrbios respiratórios, como apneia do sono, além de problemas osteoarticulares, como dor nos joelhos, quadris e coluna, devido à sobrecarga nas articulações. 

    Em mulheres, há maior incidência de síndrome dos ovários policísticos e infertilidade. 

    E há ainda um maior risco de desenvolvimento de certos tipos de câncer, incluindo de mama, cólon e esôfago.

    Tratamentos para a obesidade

    Como vimos, a obesidade não envolve apenas o excesso de peso. Por isso, o tratamento deve ser individualizado e, idealmente, multidisciplinar. 

    Em outras palavras, não existe uma solução mágica ou única, mas sim diferentes tipos de abordagens que devem ser combinadas de acordo com as especificidades de cada pessoa:

    • Reeducação alimentar: A prioridade é reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, açúcares simples, gorduras saturadas e bebidas açucaradas, ao mesmo tempo em que se aumenta a ingestão de vegetais, frutas, proteínas magras, grãos integrais e água.
    • Atividade física regular: A prática de exercícios, mesmo que em intensidade leve a moderada, traz inúmeros benefícios, como melhora da sensibilidade à insulina, controle da pressão arterial e do colesterol, além de favorecer a perda de gordura corporal e a preservação da massa muscular.
    • Suporte psicológico: É parte importante do tratamento, e ajudam a lidar com a relação emocional com a comida, promover mudanças de hábitos e combater o estigma.
    • Uso de medicamentos: Em casos específicos, o uso de medicamentos para emagrecimento pode ser indicado, mas devem ser prescritos por médicos especializados e sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.
    • Cirurgia bariátrica: Indicada para pessoas com obesidade grave ou que tenham comorbidades de saúde, a cirurgia bariátrica pode ser uma alternativa eficaz, mas requer avaliação criteriosa, preparo pré-operatório e acompanhamento contínuo após o procedimento.

    Perguntas frequentes

    Como sei se estou com obesidade?

    O diagnóstico é feito principalmente pelo IMC (índice de massa corporal) igual ou superior a 30, mas outros fatores, como gordura abdominal, também são avaliados.

    Toda pessoa com obesidade precisa fazer cirurgia?

    Não. A cirurgia bariátrica é indicada apenas em casos específicos de obesidade grave ou quando há comorbidades de saúde. Muitos conseguem bons resultados com mudanças no estilo de vida e apoio profissional.

    Por que é importante tratar a obesidade?

    Porque ela aumenta o risco de várias doenças graves, como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos e até alguns tipos de câncer.

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    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

    Seguimos diretrizes rigorosas de fontes, sempre citando ou vinculando diretamente às fontes primárias em cada artigo.

    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

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