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    Condições de saúde

    Tipos de diabetes, sintomas e tratamentos

    Glicosímetro digital marcando 103 mg/dL ao lado de tiras de teste e frasco sobre superfície de madeira.
    Tipos de diabetes, sintomas e tratamentos

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Julho 13, 2025

    Tipos de diabetes, sintomas e tratamentos

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    Tempo de leitura: 6 minutos

    Introdução

    A diabetes mellitus, ou simplesmente diabetes, é uma condição crônica que afeta a forma como o corpo lida com a glicose presente no sangue. A glicose, por sua vez, é uma importante fonte de energia para o funcionamento das células, e seu uso adequado depende da insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas.

    A insulina, nesse contexto, atua como uma chave que permite a entrada da glicose nas células. Na diabetes, essa chave pode estar em falta ou não funcionar adequadamente.

    Assim, quando esse sistema não funciona bem, a glicose se acumula no sangue em vez de ser utilizada pelas células, o que pode levar a sérios problemas de saúde ao longo do tempo. 

    Mas, é importante destacar que, embora seja uma doença crônica, a diabetes pode ser controlada com tratamento adequado, mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico. E entender seus tipos, sintomas e formas de prevenção é fundamental para lidar com a doença de forma leve e eficaz.

    Tipos de diabetes

    A diabetes não é uma doença única, mas sim um grupo de distúrbios metabólicos caracterizados pela elevação dos níveis de glicose no sangue. 

    Diabetes tipo 1

    Esse tipo costuma surgir ainda na infância ou adolescência, embora possa aparecer em qualquer idade. 

    Neste caso, é uma doença autoimune, na qual o próprio sistema imunológico ataca as células produtoras de insulina no pâncreas, levando à sua destruição total ou parcial. Como consequência, o corpo para de produzir insulina, exigindo o uso contínuo do hormônio por meio de aplicações diárias.

    Ainda não se sabe ao certo o que provoca essa reação autoimune, mas fatores genéticos e ambientais parecem estar envolvidos.

    Diabetes tipo 2

    Mais frequente em adultos, embora esteja crescendo entre os jovens, a diabetes tipo 2 representa a forma mais comum da doença. 

    Aqui, o corpo até produz insulina, mas as células se tornam resistentes à sua ação. E, com o tempo, o pâncreas pode perder a capacidade de produzir o hormônio em quantidade suficiente.

    O tipo 2 está fortemente associado a fatores como obesidade, sedentarismo, má alimentação e histórico familiar, sendo, portanto, amplamente prevenível.

    Diabetes gestacional

    A diabetes gestacional ocorre exclusivamente durante a gravidez, geralmente entre o segundo e o terceiro trimestre. Ela surge quando o organismo da gestante não consegue produzir insulina suficiente para suprir as necessidades aumentadas do corpo. 

    Entretanto, embora normalmente desapareça após o parto, esse tipo exige cuidados, pois aumenta o risco de complicações tanto para a mãe quanto para o bebê, além de elevar as chances de desenvolvimento futuro de diabetes tipo 2.

    Outros tipos de diabetes

    Há também formas mais raras da doença, como a diabetes monogênica (de origem genética) e a secundária, causada por outras doenças ou pelo uso prolongado de certos medicamentos, como os corticoides.

    Kit de controle do diabetes com medicamentos, glicosímetro, seringa de insulina e lanceta sobre fundo laranja.

    Sintomas da diabetes

    Os sintomas da diabetes variam de acordo com o tipo e o grau de descontrole da glicose. Em muitos casos, principalmente no tipo 2, a doença pode se desenvolver silenciosamente, sem sinais evidentes.

    No entanto, é comum que pessoas com diabetes apresentem:

    • Sede excessiva e boca constantemente seca
    • Urina frequente, inclusive durante a noite
    • Fome exagerada, mesmo após as refeições
    • Perda de peso inexplicável
    • Fadiga persistente e falta de energia
    • Visão turva ou embaçada
    • Cicatrização lenta de feridas
    • Infecções frequentes na pele e nas vias urinárias

    No caso da diabetes gestacional, os sintomas costumam ser inexistentes ou leves, por isso os exames de rotina durante o pré-natal são fundamentais para o diagnóstico precoce.

    Tratamento da diabetes

    Embora a diabetes ainda não tenha cura, ela pode ser tratada e controlada com sucesso. O objetivo principal do tratamento é manter os níveis de glicose no sangue o mais próximo possível do normal, prevenindo complicações a curto e longo prazo.

    Assim, temos:

    • Para a diabetes tipo 1, o uso diário de insulina é indispensável. Além disso, é necessário adotar uma alimentação equilibrada, praticar exercícios regularmente e monitorar a glicemia com frequência
    • Já no caso da diabetes tipo 2, muitas vezes é possível controlar a doença apenas com mudanças no estilo de vida, especialmente no início. Quando isso não é suficiente, o médico pode prescrever medicamentos orais ou até insulina
    • Na diabetes gestacional, o tratamento costuma envolver ajustes alimentares e monitoramento rigoroso da glicose. Quando essas medidas não são suficientes, o uso de insulina pode ser necessário para garantir a saúde da gestante e do bebê

    É fundamental destacar que o tratamento da diabetes vai além do controle da glicose, e envolve o cuidado com a pressão arterial, os níveis de colesterol e o bem-estar emocional do paciente. 

    Como evitar a diabetes

    Embora não seja possível prevenir todos os tipos de diabetes, especialmente o tipo 1, existem algumas medidas eficazes para reduzir o risco, especialmente da forma tipo 2 e da diabetes gestacional:

    • Adote uma alimentação saudável, rica em frutas, legumes, verduras, grãos integrais e pobre em alimentos ultraprocessados e açucarados
    • Pratique atividades físicas regularmente, como caminhadas, dança, natação ou qualquer outra modalidade que traga prazer e movimento ao corpo
    • Mantenha o peso corporal dentro dos limites saudáveis, controlando principalmente a gordura abdominal
    • Evite o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas
    • Faça exames de rotina, especialmente se houver histórico familiar de diabetes, obesidade ou pressão alta

    A prevenção é uma ferramenta poderosa e acessível. Ela permite não apenas evitar a doença, mas também viver com mais disposição, saúde e equilíbrio.

    Perguntas frequentes

    Quem tem diabetes precisa sempre usar insulina?

    Nem sempre. A insulina é essencial no tipo 1 e em alguns casos do tipo 2, mas há outras formas de tratamento.

    Pessoas com diabetes podem comer doces?

    Sim, com moderação e orientação nutricional. O controle da glicemia é mais importante que eliminar o açúcar por completo.

    Como posso saber se tenho diabetes?

    A única forma segura é por meio de exames de sangue. Caso note sintomas ou fatores de risco, procure um médico.

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    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

    Seguimos diretrizes rigorosas de fontes, sempre citando ou vinculando diretamente às fontes primárias em cada artigo.

    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

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