Neste Artigo

    Condições de saúde

    Cólica menstrual: por que acontece, quando se preocupar e como aliviar

    Coletor menstrual, absorvente e tampão lado a lado sobre fundo colorido, representando cuidados no período da cólica menstrual.
    Cólica menstrual: por que acontece, quando se preocupar e como aliviar

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Agosto 28, 2025

    Cólica menstrual: por que acontece, quando se preocupar e como aliviar

    Fatos verificados por:

    (Nome da pessoa) Data de revisão:

    Tempo de leitura: 6 minutos

    Introdução

    A cólica menstrual é um desconforto que faz parte da rotina de muitas mulheres. Enquanto algumas sentem apenas uma dor leve que passa rapidamente, outras enfrentam sintomas tão intensos que chegam a atrapalhar atividades simples do dia a dia. 

    Mas, apesar de ser comum, isso não significa que a cólica é sempre algo normal e que deve ser ignorada. 

    Entender o que está por trás da dor é um passo importante para encontrar formas de alívio e também para identificar quando pode existir algo mais sério acontecendo com a saúde.

    O que é a cólica menstrual e por que ela aparece

    A cólica menstrual, chamada pelos médicos de dismenorreia, é resultado da contração do útero para eliminar o endométrio, a camada que reveste a parte interna do órgão e que se descama quando não ocorre gravidez. 

    Esse processo é natural e faz parte do ciclo menstrual, mas essa contração uterina pode provocar dor. Além disso, em algumas mulheres há um aumento de substâncias chamadas prostaglandinas, que aumentam a intensidade das contrações e a sensibilidade da região.

    Por isso, algumas mulheres sentem apenas um incômodo discreto, enquanto outras enfrentam cólicas incapacitantes. Por fim, fatores como histórico familiar, idade, estilo de vida e até mesmo condições médicas podem influenciar na intensidade do desconforto.

    Tipos de cólica menstrual

    Nem toda cólica é igual, e os médicos costumam dividi-las em dois tipos principais:

    • Dismenorreia primária: é a cólica que aparece sem estar associada a nenhuma doença específica. Geralmente começa na adolescência, pouco tempo depois da primeira menstruação, e tende a variar de intensidade ao longo da vida
    • Dismenorreia secundária: costuma estar relacionada a condições ginecológicas como endometriose, miomas ou adenomiose. Nesse caso, a dor costuma ser mais intensa, pode começar dias antes do fluxo e vir acompanhada de outros sintomas, como sangramento irregular ou dor durante a relação sexual

    Saber diferenciar os tipos de cólica é fundamental, porque ajuda na identificação das causas e no diagnóstico de potenciais problemas de saúde que exigem acompanhamento médico.

    Sintomas que podem acompanhar a cólica menstrual

    Além da dor no baixo ventre, que é o sintoma mais característico, muitas mulheres relatam sinais que podem variar em intensidade:

    • Dor lombar ou nas pernas
    • Náuseas e vômitos
    • Diarreia ou prisão de ventre
    • Dor de cabeça
    • Sensação de cansaço e irritabilidade

    Esses sintomas acontecem porque as prostaglandinas não afetam apenas o útero, mas também outras partes do organismo. E é por isso que a cólica menstrual pode ser sentida de forma tão ampla.

    Blister com comprimidos brancos de analgésicos usados para tratar a cólica menstrual.

    Quando a cólica menstrual merece atenção

    Embora a cólica seja muito comum, existem situações em que a dor pode indicar algo mais sério. 

    Assim, é importante procurar atendimento médico se:

    • A dor é intensa a ponto de impedir atividades básicas, como trabalhar ou estudar
    • O desconforto não melhora com analgésicos comuns ou medidas caseiras
    • O ciclo menstrual apresenta mudanças bruscas, como sangramentos muito intensos ou irregulares
    • Há dor durante ou após a relação sexual
    • O início da dor aconteceu após os 25 anos, sem histórico prévio de cólicas fortes

    Esses sinais podem estar associados a doenças como endometriose, que atinge milhões de mulheres e muitas vezes demora anos para ser diagnosticada.

    Estratégias para aliviar a cólica menstrual

    Apesar de nem sempre ser possível eliminar totalmente a dor, existem formas eficazes de reduzir o desconforto e tornar o período menstrual mais suportável. 

    Entre as medidas mais indicadas estão:

    • Compressa morna: O calor relaxa a musculatura do útero e melhora a circulação local, reduzindo a intensidade da dor. Uma bolsa de água quente no abdômen pode ser suficiente para trazer alívio em poucos minutos
    • Prática regular de atividade física: Exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida leve ou dança, ajudam a liberar endorfinas, que funcionam como analgésicos naturais
    • Alimentação equilibrada: Manter uma dieta rica em frutas, verduras, cereais integrais e peixes ajuda a controlar os processos inflamatórios do corpo. Por outro lado, é interessante evitar excesso de cafeína, álcool e alimentos ultraprocessados, que podem aumentar o desconforto
    • Técnicas de relaxamento: Respiração profunda, ioga e meditação são recursos que ajudam a diminuir a tensão muscular e a ansiedade, fatores que podem intensificar a percepção da dor
    • Uso de medicamentos: Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser prescritos pelo médico, principalmente nos casos de cólicas mais fortes
    • Métodos contraceptivos: Em algumas situações, o médico pode indicar anticoncepcionais hormonais para regular o ciclo menstrual e reduzir a dor

    O impacto da cólica menstrual na qualidade de vida

    Muitas vezes, a cólica menstrual é tratada como algo “normal” e que deve ser simplesmente suportado. 

    No entanto, quando a dor interfere no rendimento escolar, profissional ou nas relações sociais, passa a ser um problema de saúde que merece atenção. 

    Diversos estudos mostram que a dismenorreia é uma das principais causas de faltas no trabalho e na escola entre mulheres jovens, o que reforça a importância de buscar estratégias de tratamento e acompanhamento médico.

    Cuidar da saúde menstrual é cuidar da qualidade de vida.

    Reconhecer a importância desse tema é dar espaço para que mais mulheres vivam seus ciclos de forma menos dolorosa e mais saudável.

    Perguntas frequentes

    Toda cólica menstrual é normal?

    Nem sempre. Cólicas leves são comuns, mas dores muito fortes, que não melhoram com analgésicos ou afetam a rotina, podem indicar doenças como endometriose.

    Como aliviar a cólica menstrual de forma natural?

    Medidas como compressa morna no abdômen, prática de exercícios físicos, técnicas de relaxamento e alimentação equilibrada podem reduzir a dor.

    Quando devo procurar um médico por causa da cólica menstrual?

    Se a dor é incapacitante, não melhora com medicamentos simples, surge após os 25 anos ou vem acompanhada de outros sintomas, é fundamental buscar avaliação médica.

    Processo de revisão deste artigo:

    Nosso Processo de Revisão Clínica:

    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

    Seguimos diretrizes rigorosas de fontes, sempre citando ou vinculando diretamente às fontes primárias em cada artigo.

    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

    Nosso Processo de Revisão Clínica:

    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

    Seguimos diretrizes rigorosas de fontes, sempre citando ou vinculando diretamente às fontes primárias em cada artigo.

    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse.

    Este artigo te ajudou?

    Quais conteúdo está sentindo falta?

    Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional.

    O que poderia melhorar sua experiência?

    Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional.

    Que tal compartilhar sugestões para continuarmos melhorando?

    Este artigo está incompleto

    Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional.

    Este artigo possui informação errada

    Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional.