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    Condições de saúde

    Trombose: causas, sintomas, tratamento e prevenção

    Representação microscópica de glóbulos vermelhos, ilustrando trombose.
    Trombose: causas, sintomas, tratamento e prevenção

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Setembro 01, 2025

    Trombose: causas, sintomas, tratamento e prevenção

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    Tempo de leitura: 6 minutos

    Introdução

    A trombose é uma condição médica potencialmente grave, na qual coágulos se formam dentro de vasos sanguíneos, obstruindo o fluxo normal do sangue. 

    Esses coágulos podem ocorrer nas pernas, braços, coração ou cérebro, podendo levar a complicações sérias como embolia pulmonar, acidente vascular cerebral (AVC) ou infarto. 

    Muitas vezes silenciosa, a trombose exige atenção e cuidados preventivos para reduzir riscos e evitar desfechos graves.

    Como ocorre a trombose?

    O nosso sangue circula continuamente, levando oxigênio e nutrientes aos diferentes tecidos do corpo. Mas, quando ocorre uma lesão em algum vaso sanguíneo, o corpo forma coágulos para estancar o sangramento, um mecanismo natural de defesa. 

    No entanto, em algumas situações, o processo de coagulação é ativado sem necessidade ou de forma exagerada, resultando em trombose.

    Quando os coágulos se formam nas veias profundas, especialmente nas pernas, são chamados de trombose venosa profunda (TVP). Já os que surgem nas artérias podem causar eventos agudos, como AVC ou infarto. 

    Fatores de risco

    Na maioria das vezes, a trombose não tem uma causa exata. Nesses casos, ela é causada por uma junção de fatores de risco.

    Entre os principais, temos:

    • Idade avançada: com o envelhecimento, há alterações na coagulação e maior fragilidade vascular
    • Obesidade: ela causa sobrecarga no sistema circulatório e maior estagnação sanguínea nas veias
    • Doenças crônicas: diabetes, hipertensão e problemas cardíacos comprometem a função vascular
    • Tabagismo: prejudica a camada interior dos vasos sanguíneos, favorecendo a formação de coágulos
    • Imobilidade prolongada: longas viagens ou internações aumentam o risco de trombose venosa
    • Fatores hormonais: anticoncepcionais orais e terapias de reposição hormonal podem elevar o risco, principalmente se houver histórico familiar ou obesidade

    A combinação de múltiplos fatores potencia o risco e torna a prevenção ainda mais importante.

    Mulher sentada com dor na perna, sintoma comum de trombose.

    Sintomas e sinais da trombose

    A trombose pode ser silenciosa ou apresentar sintomas que podem variar de discretos a intensos. 

    Na trombose venosa profunda, os principais sintomas são: 

    • Dor
    • Inchaço localizado
    • Sensação de peso e calor na região afetada
    • Pele avermelhada ou azulada

    Muitas vezes, porém, esses sintomas passam despercebidos até que ocorra uma complicação mais grave.

    Já na trombose arterial, os sinais costumam ser mais intensos e abruptos, já que causa a interrupção do fluxo sanguíneo para órgãos vitais. Entre os possíveis sintomas, podemos destacar:

    • Dor intensa
    • Perda de função em membros ou órgãos afetados
    • Fraqueza súbita
    • Dificuldade para falar
    • Visão comprometida
    • Dor no peito irradiando para braço ou mandíbula, em casos de infarto

    Esses sintomas podem variar bastante, dependendo da área afetada.

    Diagnóstico

    O diagnóstico precoce é essencial para evitar ou minimizar sequelas e complicações. 

    Ele é feito com a realização de exames de imagem, como ultrassonografia com doppler, que identificam tromboses venosas e avaliam o fluxo sanguíneo. 

    Em suspeitas de trombose arterial, tomografia computadorizada ou angiografia podem ser necessárias.

    Exames laboratoriais, como o D-dímero, ajudam a detectar atividade de coagulação no sangue. Níveis elevados indicam maior risco de trombose, embora outros fatores também possam influenciar o resultado.

    Tratamento

    O tratamento depende da localização e gravidade do coágulo. Os anticoagulantes são a base do tratamento, prevenindo a formação de novos trombos e evitando o crescimento dos existentes. 

    Medicamentos como heparina, varfarina e anticoagulantes orais diretos são prescritos conforme o perfil clínico do paciente.

    Em casos graves, procedimentos invasivos podem ser necessários, como:

    • Trombólise, que dissolve o coágulo com medicamentos
    • Trombectomia, remoção cirúrgica do trombo

    Em todos os casos, o acompanhamento médico é fundamental, pois o uso de anticoagulantes exige monitoramento constante para evitar sangramentos. A adesão rigorosa às orientações médicas aumenta a eficácia do tratamento e reduz riscos.

    Prevenção da trombose

    A prevenção envolve a adoção de hábitos saudáveis e medidas específicas em situações de risco. Alguns exemplos são:

    • Manter atividade física regular
    • Evitar longos períodos de imobilidade durante viagens ou no trabalho
    • Controlar doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e obesidade
    • Alimentação equilibrada
    • Controle do peso
    • Abandono do tabagismo
    • Moderação no consumo de álcool

    Em situações de maior risco, como cirurgias ou internações, o médico pode indicar o uso profilático de anticoagulantes.

    Perguntas frequentes

    Quem tem maior risco de desenvolver trombose?

    Pessoas acima de 60 anos, com doenças crônicas como diabetes, hipertensão ou câncer, têm maior risco de trombose. Tabagismo, obesidade e uso de anticoncepcionais combinados também aumentam a predisposição. 

    Trombose pode ocorrer sem sintomas?

    Sim, até 50% das tromboses venosas profundas são assintomáticas. Mesmo sem sinais aparentes, o coágulo pode se deslocar para os pulmões, causando embolia pulmonar, que apresenta mortalidade de 15% a 30% se não tratada rapidamente, tornando a prevenção e detecção precoce essenciais.

    É possível prevenir trombose em longas viagens?

    Sim, caminhadas regulares, alongamentos, hidratação adequada e meias de compressão reduzem significativamente o risco de trombose durante viagens superiores a quatro horas. Evitar imobilidade prolongada é crucial, especialmente para pessoas com histórico de trombose ou fatores de risco cardiovasculares.

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    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

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    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

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