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    Condições de saúde

    Psoríase: O Que É, Sintomas, Causas e Tratamento Atualizado

    Braço com lesões avermelhadas e descamativas típicas da psoríase em placas.
    Psoríase: O Que É, Sintomas, Causas e Tratamento Atualizado

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Setembro 13, 2025

    Psoríase: O Que É, Sintomas, Causas e Tratamento Atualizado

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    Tempo de leitura: 6 minutos

    Introdução

    A psoríase é uma doença de pele que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e pode surgir em diferentes fases da vida.

    Embora não seja contagiosa, ela costuma causar desconforto físico e emocional, especialmente porque as lesões podem ser visíveis e afetar a autoestima.

    A condição é considerada uma doença inflamatória crônica, caracterizada por períodos de melhora e de agravamento dos sintomas. Na maioria das vezes, ela se manifesta na pele, mas em alguns casos também pode atingir as articulações.

    Muitas pessoas demoram a procurar ajuda médica porque confundem os sinais com alergias ou irritações temporárias.

    Por isso, compreender o que é a psoríase, quais são suas causas e quais tratamentos estão disponíveis é um passo importante para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

    O que é psoríase?

    A psoríase é uma doença inflamatória causada por uma resposta equivocada do sistema imunológico à própria pele. 

    Esse ataque inflamatório faz com que a pele reaja acelerando demais a sua renovação celular. Mas, ao invés de o processo de renovação ocorrer em semanas, ele passa a acontecer em poucos dias, resultando no acúmulo de células na superfície e na descamação visível das lesões. 

    Na prática, a inflamação e a proliferação celular são duas faces do mesmo problema: uma alimenta a outra.

    No entanto, a psoríase não se apresenta da mesma forma em todas as pessoas. Existem diferentes tipos clínicos, que variam em aparência, localização e gravidade. Os principais são:

    • Psoríase em placas: a mais comum, com manchas vermelhas e descamação prateada. São mais comuns nos joelhos, cotovelos, couro cabeludo, região lombar e próximo ao umbigo
    • Psoríase guttata: pequenas lesões em forma de gota, geralmente após infecções bacterianas. As lesões costumam ocorrer no tronco, nos braços, nas pernas e no couro cabeludo
    • Psoríase invertida: aparece em áreas de dobras úmidas, como axilas e virilha
    • Psoríase pustulosa: forma grave da doença. É caracterizada por bolhas com pus não infeccioso. Pode causar febre e pode trazer risco de morte se não for tratada adequadamente
    • Psoríase eritrodérmica: também é uma forma grave da doença e às vezes exige internação hospitalar para tratamento das crises. Causa inflamação generalizada da pele, com coceira e ardência intensas

    Principais sintomas

    Os sinais da psoríase podem variar de acordo com o subtipo específico da doença, mas em geral eles costumam ser bem característicos. Eles envolvem mudanças na pele e, em alguns casos, nas unhas e articulações. 

    Entre os sintomas mais comuns estão:

    • Placas avermelhadas com escamas claras e ressecamento
    • Coceira e sensação de ardência
    • Unhas frágeis, grossas ou com alteração de cor
    • Fissuras dolorosas em áreas mais afetadas
    • Dor e rigidez nas articulações (psoríase artropática)

    Além do desconforto físico, os sintomas podem afetar a autoestima, levando a dificuldades sociais e emocionais.

    A principal forma de prevenção do zika virus é o uso de repelentes e a eliminação de focos de reprodução do mosquito.

    Causas e fatores de risco

    Ainda não existe uma causa única para a psoríase, mas os especialistas já identificaram fatores que favorecem seu surgimento. 

    O mais importante é a predisposição genética, que explica por que muitas vezes a doença aparece em famílias.

    No entanto, mesmo quem tem tendência hereditária pode nunca desenvolver psoríase, a menos que outros elementos entrem em cena. Entre eles estão:

    • Estresse elevado, capaz de intensificar crises e agravar lesões
    • Obesidade, que aumenta o risco tanto de desenvolver o problema quanto do aparecimento de novas crises
    • Infecções, como a faringite bacteriana, que pode desencadear surtos
    • Alguns medicamentos, incluindo betabloqueadores e lítio
    • Estilo de vida pouco saudável, como tabagismo e consumo frequente de álcool
    •  
    • Clima frio e seco, que deixam a pele mais irritada

    Opções de tratamento

    Não existe cura definitiva para a psoríase, mas os tratamentos atuais permitem controlar bem os sintomas e reduzir a frequência das crises. 

    O tipo de abordagem depende da gravidade do quadro e da resposta individual de cada paciente.

    Os principais recursos utilizados incluem:

    • Tratamento tópico: pomadas e cremes com corticoides, vitamina D, ácido salicílico ou imunossupressores, indicados para lesões leves.
    • Fototerapia: exposição da pele a raios ultravioleta em ambiente clínico, para desacelerar a renovação celular
    • Medicamentos orais ou injetáveis: usados em casos moderados a graves. Incluem imunossupressores e terapias biológicas
    • Mudanças no estilo de vida: alimentação equilibrada, prática de exercícios e controle do estresse ajudam a diminuir os surtos

    O acompanhamento com dermatologista é fundamental para definir o tratamento adequado e monitorar a evolução da doença.

    Como conviver com a psoríase

    Além do tratamento médico, alguns cuidados no dia a dia ajudam a manter a pele mais saudável e reduzir o desconforto. 

    É importante adotar hábitos que favoreçam a hidratação, a proteção e o equilíbrio do corpo como um todo.

    Entre as medidas recomendadas estão:

    • Hidratar a pele diariamente com cremes específicos
    • Preferir banhos rápidos e evitar água muito quente
    • Usar roupas confortáveis e tecidos leves
    • Reduzir o consumo de álcool e abandonar o cigarro
    • Investir em técnicas de relaxamento, como meditação e exercícios respiratórios

    Cuidar da saúde emocional também é essencial, já que o estresse pode intensificar os sintomas.

    Quando procurar um médico?

    Lesões de pele que persistem por semanas, descamam com frequência ou provocam coceira e irritação devem ser avaliadas por um profissional de saúde.

    O diagnóstico precoce ajuda a iniciar o tratamento adequado e facilita o controle da psoríase, reduzindo o risco de agravamento dos sintomas.

    Também é importante procurar atendimento médico se surgirem dores, inchaço ou rigidez nas articulações. Em alguns casos, a psoríase pode estar associada à forma artropática da doença, que exige acompanhamento especializado para evitar complicações e preservar a qualidade de vida.

    Perguntas frequentes

    A psoríase é contagiosa?

    Não. A psoríase é uma doença inflamatória autoimune e não é causada por vírus, bactérias ou fungos. O contato direto com pessoas que têm a condição não transmite a doença, nem por toque, nem por objetos compartilhados.

    Quais os primeiros sinais de psoríase?

    Os sintomas iniciais mais comuns são manchas ou placas avermelhadas na pele, com descamação esbranquiçada ou prateada. Elas podem coçar, arder ou rachar. Em alguns casos, alterações nas unhas também aparecem nos estágios iniciais.

    Psoríase tem cura definitiva?

    Ainda não existe cura definitiva para a psoríase, mas há tratamentos eficazes que controlam os sintomas, reduzem inflamação e melhoram a qualidade de vida. Com acompanhamento médico adequado, é possível manter longos períodos sem crises.

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    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

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    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

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