Condições de saúde

Publicado em: Agosto 26, 2025

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Tempo de leitura: 6 minutos
A gravidez é um período de grandes mudanças no corpo da mulher, e nem sempre essas transformações são apenas positivas. Entre as condições que podem surgir, uma das mais comuns é a infecção urinária na gravidez.
Estima-se que até 20% das gestantes enfrentem esse problema, e ele merece atenção porque, se não tratado corretamente, pode trazer riscos tanto para a mãe quanto para o bebê.
Neste artigo, você vai entender por que a infecção urinária é mais frequente durante a gestação, quais são os sintomas, os riscos envolvidos e as opções de tratamento e prevenção.
Durante a gestação, o corpo da mulher passa por alterações hormonais e físicas que afetam o sistema urinário.
As mudanças hormonais, por exemplo, provoca um relaxamento da musculatura da bexiga e dos ureteres, dificultando a eliminação completa da urina.
Além disso, o crescimento do útero pode comprimir os órgãos ao redor, facilitando o aparecimento da infecção urinária.
Essas mudanças criam um ambiente mais favorável para a proliferação de bactérias, especialmente a Escherichia coli, principal causadora da infecção urinária.
Outro ponto importante a se ter em mente é que a infecção não deve ser subestimada, uma vez que, quando não tratada adequadamente, ela pode trazer complicações sérias, como:
Por isso, qualquer suspeita de infecção deve ser investigada rapidamente pelo médico obstetra.
A infecção urinária não é uma condição única e pode afetar diferentes partes do sistema urinário:
A identificação precoce dos sintomas é fundamental para evitar complicações. Os sinais mais comuns incluem:
Nos casos mais graves, como a pielonefrite, podem aparecer sintomas adicionais:
No entanto, vale destacar que, em algumas situações, a gestante pode não apresentar nenhum sintoma, o que torna os exames de rotina ainda mais importantes.
O diagnóstico da infecção urinária é simples e feito por meio de exames de urina, como o EAS (exame de urina tipo 1) e a urocultura.
Muitas vezes, o pré-natal já inclui exames de urina de rotina justamente para detectar a bacteriúria assintomática, garantindo o tratamento antes que os sintomas apareçam.
O tratamento depende do tipo e da gravidade da infecção. Mas, de forma geral, ele inclui:
O acompanhamento médico é essencial para garantir que a infecção foi totalmente eliminada e não volte a se manifestar.
Embora nem sempre seja possível evitar completamente, algumas medidas ajudam a reduzir bastante o risco:
Esses cuidados simples podem fazer grande diferença no bem-estar da gestante e na saúde do bebê.
Sim. Quando não diagnosticada e tratada corretamente, a infecção urinária pode aumentar o risco de parto prematuro e de baixo peso ao nascer. Além disso, complicações como pielonefrite podem comprometer a saúde da mãe, o que também afeta diretamente o desenvolvimento do bebê.
Na maioria dos casos, sim. O uso de antibióticos é a forma mais eficaz de eliminar as bactérias causadoras da infecção. Durante a gestação, o médico escolhe medicamentos seguros para não prejudicar o bebê. É importante seguir o tratamento até o fim, mesmo que os sintomas desapareçam, para evitar recaídas e complicações.
Alguns hábitos simples ajudam a reduzir bastante o risco: beber bastante água diariamente, não segurar a urina por longos períodos, esvaziar a bexiga antes e após relações sexuais, manter higiene íntima adequada sempre de frente para trás, dar preferência a roupas íntimas de algodão e evitar peças apertadas.
Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.
Seguimos diretrizes rigorosas de fontes, sempre citando ou vinculando diretamente às fontes primárias em cada artigo.
Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.
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Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional.
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