Neste Artigo

    Condições de saúde

    Infarto do miocárdio: sintomas, causas, prevenção e tratamento

    Paciente em hospital monitorado por aparelho de pressão e frequência cardíaca após infarto do miocárdio.
    Infarto do miocárdio: sintomas, causas, prevenção e tratamento

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Setembro 16, 2025

    Infarto do miocárdio: sintomas, causas, prevenção e tratamento

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    Tempo de leitura: 5 minutos

    Introdução

    Poucas condições médicas despertam tanto medo quanto o infarto. Ele é, infelizmente, uma das principais causas de morte em todo o mundo e está diretamente ligado ao estilo de vida moderno. 

    Apesar disso, muitas pessoas ainda não entendem exatamente o que acontece durante um infarto e, por desconhecimento, acabam ignorando sinais que poderiam salvar vidas.

    Mas, diferente do que muitos pensam, o infarto não atinge apenas idosos ou pessoas com doenças prévias. Ele pode acontecer em qualquer idade, principalmente quando hábitos pouco saudáveis fazem parte da rotina. A boa notícia é que existem formas eficazes de reduzir o risco e manter o coração protegido.

    O que é o infarto do miocárdio e como ele acontece

    O infarto ocorre quando há uma interrupção do fluxo de sangue que leva oxigênio ao coração. 

    Na maioria das vezes, isso acontece porque placas de gordura, conhecidas como placas de ateroma, se acumulam nas paredes das artérias. Quando uma dessas placas se rompe, forma-se um coágulo que bloqueia a passagem do sangue.

    Sem oxigênio, a região do músculo cardíaco irrigada por aquela artéria começa a morrer. 

    Esse processo precisa ser interrompido rapidamente, pois quanto mais tempo demora o atendimento, maior o dano ao coração e maiores as chances de complicações graves ou morte.

    Sintomas mais comuns

    O infarto pode se manifestar de diferentes formas, mas alguns sinais são considerados clássicos e precisam de atenção imediata:

    • Dor no peito, geralmente em aperto, que pode se irradiar para o braço esquerdo, pescoço, mandíbula ou costas
    • Falta de ar, sensação de cansaço extremo ou dificuldade para respirar
    • Náuseas, vômitos ou desconforto abdominal
    • Suor frio e palidez repentina
    • Tontura ou sensação de desmaio

    É importante destacar que, em alguns casos, os sintomas podem ser diferentes, especialmente em mulheres, idosos e diabéticos.

    Nessas pessoas, o infarto pode se apresentar com desconforto leve, dor na região das costas, cansaço fora do comum ou falta de ar sem dor intensa no peito.

    Fatores de risco

    O infarto não acontece do dia para a noite. Ele é resultado de uma soma de fatores que, ao longo do tempo, sobrecarregam o coração e as artérias. 

    Entre os principais riscos estão:

    • Tabagismo: o cigarro danifica as artérias e aumenta a formação de placas de gordura
    • Hipertensão arterial: a pressão alta força o coração e contribui para lesões nos vasos
    • Colesterol elevado: excesso de gordura no sangue facilita a formação de placas de ateroma
    • Diabetes: aumenta o risco de aterosclerose e dificulta a recuperação do organismo
    • Sedentarismo: a falta de atividade física reduz a saúde cardiovascular
    • Alimentação rica em gorduras saturadas: acelera o acúmulo de placas nas artérias
    • Estresse crônico: eleva a pressão arterial e prejudica o equilíbrio do corpo

    Além disso, fatores como idade avançada e histórico familiar de doenças cardíacas aumentam a probabilidade de sofrer um infarto.

    Modelo anatômico do coração humano sobre livro de medicina com gráficos de eletrocardiograma, representando estudos sobre infarto do miocárdio.

    Diagnóstico e tratamento do infarto

    Quando uma pessoa chega ao pronto-socorro com sintomas de infarto do miocárdio, o atendimento precisa ser imediato.

    Cuidados pré-hospitalares: 

    • Oxigênio
    • Medicamentos como ácido acetilsalicílico e nitratos
    • Encaminhamento para um centro médico apropriado

    Ao chegar na emergência, o médico realiza exames como eletrocardiograma e coleta de sangue para verificar alterações características.

    O tratamento pode envolver medicamentos anticoagulantes, para dissolver os coágulos, além de procedimentos como a angioplastia, em que um pequeno balão é inserido para desobstruir a artéria e restaurar o fluxo sanguíneo. 

    Em alguns casos, pode ser necessário colocar um stent, uma espécie de malha metálica que mantém a artéria aberta. Outra opção é a cirurgia de revascularização miocárdica, conhecida como ponte de safena.

    Depois de superar a fase aguda, o paciente precisa adotar mudanças permanentes na rotina e usar medicações de controle para evitar novos episódios.

    Possíveis complicações

    O infarto pode deixar sequelas dependendo da gravidade e da rapidez do atendimento. 

    Entre as complicações mais comuns estão insuficiência cardíaca, arritmias graves e risco de novo infarto. 

    Por isso, o acompanhamento médico regular é indispensável para monitorar a saúde do coração.

    Como prevenir um infarto

    Como acontece com a maioria dos distúrbios de saúde, a prevenção é a melhor forma de combater essa doença. 

    Mudanças no estilo de vida fazem uma grande diferença e podem reduzir significativamente os riscos. Algumas medidas essenciais incluem:

    • Praticar atividade física regularmente: caminhadas, corridas leves, bicicleta ou natação ajudam a fortalecer o coração
    • Manter uma alimentação equilibrada: frutas, legumes, verduras, grãos integrais e proteínas magras devem fazer parte do dia a dia
    • Controlar a pressão arterial e o colesterol: exames regulares e acompanhamento médico são fundamentais
    • Abandonar o cigarro: parar de fumar reduz o risco de infarto já nos primeiros meses
    • Reduzir o consumo de álcool e açúcar: o excesso aumenta a pressão arterial e favorece o ganho de peso
    • Gerenciar o estresse: técnicas de relaxamento, terapia e boas horas de sono contribuem para a saúde do coração

    Essas medidas, quando incorporadas à rotina, não apenas reduzem o risco de infarto, como também melhoram a qualidade de vida de forma geral.

    Perguntas frequentes

    O infarto pode acontecer em pessoas jovens?

    Sim. Embora mais comum em idosos, o infarto também pode atingir jovens, especialmente aqueles que fumam, têm colesterol alto, diabetes ou hábitos pouco saudáveis. A prevenção deve começar cedo para proteger o coração.

    Qual a diferença entre infarto e parada cardíaca?

    O infarto ocorre quando o fluxo de sangue para o coração é bloqueado. Já a parada cardíaca é quando o coração para de bater de forma súbita. Um infarto grave pode levar à parada cardíaca se não houver atendimento rápido.

    Quem já teve um infarto pode ter uma vida normal?

    Sim. Com tratamento adequado, uso correto dos medicamentos e mudanças no estilo de vida, muitas pessoas conseguem viver bem após um infarto. O acompanhamento médico é essencial para evitar complicações.

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    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

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    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

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