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    Condições de saúde

    O que é DAC: entenda a Doença Arterial Coronariana

    Modelo anatômico detalhado de um coração humano mostrando cavidades, válvulas e vasos sanguíneos.
    O que é DAC: entenda a Doença Arterial Coronariana

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Setembro 28 2025

    O que é DAC: entenda a Doença Arterial Coronariana

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    Tempo de leitura: 6 minutos

    Introdução

    A saúde do coração é um dos pilares mais importantes para a qualidade de vida. Apesar disso, muitas vezes só damos atenção a ele quando já existe algum problema. Entre as doenças cardiovasculares mais comuns e preocupantes está a Doença Arterial Coronariana (DAC), que afeta milhões de pessoas no mundo.

    Mas afinal, o que é DAC? É uma condição que surge quando as artérias que levam sangue ao coração ficam estreitas ou obstruídas, dificultando a passagem do sangue rico em oxigênio. Sem esse suprimento adequado, o coração pode sofrer consequências graves, como dor no peito (angina) e até um infarto.

    Compreender como a DAC se desenvolve, quais são seus fatores de risco e como preveni-la é essencial. Isso porque não se trata apenas de um problema médico, mas de um reflexo do estilo de vida, dos hábitos alimentares e até do nível de estresse que enfrentamos diariamente. 

    Quanto mais cedo a informação chega, maiores são as chances de cuidar do coração e evitar complicações futuras.

    O que são as artérias coronárias?

    As artérias coronárias são os vasos sanguíneos responsáveis por levar sangue rico em oxigênio e nutrientes diretamente ao músculo do coração. 

    Elas funcionam como “canais de abastecimento” desse órgão vital. Quando estão saudáveis, permitem que o coração trabalhe em plena capacidade. 

    Porém, quando ficam estreitas ou entupidas pelo acúmulo de placas de gordura, surge a Doença Arterial Coronariana (DAC), que compromete a circulação e pode causar dor no peito, falta de ar e até infarto.

    O que é DAC e por que ela acontece

    A sigla DAC significa Doença Arterial Coronariana. Ela ocorre quando as artérias responsáveis por levar sangue ao coração ficam estreitas ou até bloqueadas devido ao acúmulo de placas de gordura, colesterol e outras substâncias. Esse processo recebe o nome de aterosclerose.

    À medida que a aterosclerose avança, as artérias perdem elasticidade e o fluxo sanguíneo diminui. Assim, o músculo cardíaco, que depende de oxigênio e nutrientes para funcionar, passa a sofrer com essa falta. 

    Se a obstrução for parcial, surgem sintomas como dor no peito ou falta de ar. Se a obstrução for total, pode ocorrer um infarto agudo do miocárdio, situação que coloca a vida em risco imediato.

    É importante lembrar que a DAC não se desenvolve de um dia para o outro. Ela é um processo lento, que pode levar anos até se tornar perceptível. E em muitos casos, a primeira manifestação é justamente uma complicação grave.

    Principais fatores de risco

    Saber o que é DAC também significa compreender o que aumenta as chances de desenvolvê-la. 

    Alguns fatores de risco não podem ser controlados, como idade avançada, sexo e histórico familiar. Porém, a maioria está diretamente relacionada a hábitos do dia a dia:

    • Colesterol elevado: o excesso de LDL (“colesterol ruim”) contribui para a formação das placas que entopem as artérias
    • Hipertensão arterial: a pressão alta danifica as paredes dos vasos e favorece o acúmulo de gordura
    • Diabetes: aumenta a inflamação nos vasos sanguíneos e acelera a aterosclerose
    • Tabagismo: o cigarro libera substâncias que lesionam as artérias e reduzem o oxigênio no sangue
    • Sedentarismo: a falta de atividade física favorece ganho de peso, resistência à insulina e colesterol alto
    • Alimentação inadequada: dietas ricas em gorduras saturadas, frituras e açúcares simples aumentam o risco
    • Estresse crônico: o excesso de estresse pode elevar a pressão e liberar hormônios que afetam o coração

    Quanto mais fatores de risco estão presentes, maior é a probabilidade de a doença se desenvolver.

    Profissional de saúde com luvas azuis analisando eletrocardiograma sobre fundo laranja, ao lado de remédios, estetoscópio e coração de borracha.

    Sintomas mais comuns

    A DAC pode ser silenciosa por anos, mas em muitos casos alguns sinais aparecem antes de uma complicação grave. 

    Os principais são:

    • Dor ou pressão no peito (angina): geralmente surge durante esforços físicos ou situações de estresse
    • Falta de ar: dificuldade para respirar mesmo em atividades simples
    • Cansaço incomum: fadiga que não corresponde ao nível de esforço feito
    • Palpitações: batimentos acelerados ou irregulares

    Vale lembrar que nem todas as pessoas apresentam sintomas típicos. Algumas só descobrem a doença depois de um infarto, o que reforça a importância dos exames preventivos.

    Como a DAC é diagnosticada?

    O diagnóstico envolve uma avaliação clínica detalhada, que considera histórico de saúde, fatores de risco e sintomas relatados. 

    Além disso, para confirmar as suspeitas, o médico pode solicitar exames como:

    • Eletrocardiograma (ECG): avalia a atividade elétrica do coração
    • Teste ergométrico: mostra como o coração reage ao esforço físico
    • Ecocardiograma: gera imagens que permitem observar a estrutura e o funcionamento cardíaco
    • Cateterismo: exame invasivo que visualiza diretamente as artérias coronárias

    Detectar a DAC precocemente é essencial para evitar complicações maiores e iniciar o tratamento adequado.

    Tratamento da Doença Arterial Coronariana

    O tratamento depende da gravidade do quadro e dos problemas de saúde associados, e pode incluir:

    • Mudanças no estilo de vida: parar de fumar, adotar uma alimentação balanceada e praticar exercícios regularmente
    • Medicamentos: remédios para controlar pressão arterial, colesterol, glicemia e reduzir risco de coágulos
    • Procedimentos médicos: em casos graves, pode ser necessária uma angioplastia com stent ou uma cirurgia de ponte de safena

    Em todos os casos, o acompanhamento médico é fundamental, uma vez que cada paciente tem necessidades específicas e o tratamento deve ser individualizado.

    Como prevenir a DAC

    A prevenção é a forma mais eficaz de combater a Doença Arterial Coronariana. Pequenos ajustes na rotina já fazem grande diferença:

    • Manter uma alimentação saudável, rica em vegetais, frutas, fibras e pobre em gorduras saturadas
    • Praticar exercícios físicos regularmente, mesmo que sejam caminhadas de 30 minutos por dia
    • Controlar a pressão arterial, glicemia e colesterol com exames periódicos
    • Evitar o cigarro e reduzir o consumo de álcool
    • Buscar formas de reduzir o estresse, como meditação, yoga ou hobbies prazerosos

    Essas medidas não apenas reduzem o risco de DAC, mas também melhoram a saúde geral do corpo.

    Perguntas frequentes

    DAC tem cura?

    Não existe cura definitiva para a DAC, mas a doença pode ser controlada com mudanças no estilo de vida, medicamentos e, em casos graves, procedimentos médicos mais invasivos.

    Quem corre mais risco de ter DAC?

    O risco de desenvolver DAC é maior em idosos, fumantes, diabéticos, pessoas com colesterol alto, hipertensão ou histórico familiar de doenças cardíacas..

    Como prevenir a DAC?

    A prevenção da DAC envolve hábitos saudáveis: alimentação equilibrada, atividade física regular, controle de pressão, colesterol e glicemia. Não fumar e reduzir o estresse também são passos importantes para evitar a Doença Arterial Coronariana.

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    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

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    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

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