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    Condições de saúde

    Sífilis: o que é, como identificar e se proteger

    O uso de preservativos é a principal forma de prevenção da sífilis,
    Sífilis: o que é, como identificar e se proteger

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Novembro 10, 2025

    Sífilis: o que é, como identificar e se proteger

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    Tempo de leitura: 6 minutos

    Introdução

    A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. Mas, embora seja uma doença antiga e amplamente conhecida, ainda é um importante problema de saúde pública no Brasil e no mundo. 

    O número de casos tem aumentado nos últimos anos, principalmente entre jovens e gestantes, o que torna essencial falar sobre diagnóstico, tratamento e prevenção.

    A infecção pode se manifestar de várias formas e evoluir lentamente, passando por diferentes estágios se não for tratada. Por isso, muitas vezes é confundida com outras doenças ou passa despercebida por longos períodos. 

    A informação de qualidade continua sendo uma das ferramentas mais eficazes para prevenir a sífilis e garantir o tratamento precoce, que é simples e altamente eficaz.

    Estágios da sífilis

    A sífilis evolui em quatro estágios principais: primária, secundária, latente e terciária. Cada fase apresenta características próprias e diferentes riscos de transmissão.

    • Sífilis primária: é o primeiro estágio e costuma aparecer entre 10 e 90 dias após o contato com a bactéria. O sintoma típico é uma ferida indolor, chamada de cancro duro, geralmente localizada nos órgãos genitais, no ânus ou na boca. Mesmo sem dor, ela é altamente contagiosa. A lesão cicatriza sozinha em poucas semanas, o que leva muitas pessoas a ignorarem o problema.
    • Sífilis secundária: ocorre algumas semanas ou meses após o desaparecimento da ferida inicial. Nessa fase, surgem manchas pelo corpo, inclusive nas palmas das mãos e plantas dos pés, febre, mal-estar, dor de cabeça e aumento dos gânglios. É um período em que a bactéria ainda se espalha facilmente.
    • Sífilis latente: é uma fase silenciosa, sem sintomas visíveis. Pode durar meses ou até anos. Apesar de a pessoa não apresentar sinais da infecção, a bactéria continua presente no organismo.
    • Sífilis terciária: é a forma mais grave e pode surgir após anos de infecção não tratada. Nessa etapa, a sífilis pode causar lesões no coração, no cérebro, nos ossos e em outros órgãos, levando a sequelas permanentes e até à morte.

    Sintomas de sífilis

    Os sintomas variam conforme o estágio da doença. Na fase inicial, a ferida única e indolor é o sinal mais evidente. 

    Depois, podem surgir erupções cutâneas, febre, dores musculares e queda de cabelo. 

    Quando a infecção atinge o sistema nervoso, pode causar perda de visão, problemas de coordenação, confusão mental e outras alterações neurológicas.

    É importante destacar que a ausência de sintomas não significa cura. Mesmo sem sinais aparentes, a sífilis continua evoluindo e pode ser transmitida. 

    O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue, disponíveis gratuitamente nas unidades de saúde.

    Profissional de saúde preparando seringa com Benzetacil para aplicação intramuscular.

    Sífilis congênita

    A sífilis congênita ocorre quando a infecção é transmitida da mãe para o bebê durante a gestação ou no parto. Essa forma é especialmente grave, pois pode causa:

    • Aborto
    • Parto prematuro
    • Má formação
    • Surdez 
    • Cegueira
    • Alterações ósseas
    • Deficiência intelectual
    • Morte ao nascer

    Toda gestante deve realizar o teste para sífilis no início do pré-natal, no terceiro trimestre e no momento do parto. 

    O tratamento durante a gravidez é simples e seguro, mas deve ser feito também pelo parceiro para evitar reinfecção.

    Por fim, todo bebê nascido de uma mãe diagnosticada com sífilis é considerado exposto à doença,e deve ser avaliado com cuidado mesmo que não apresente sintomas.

    Tratamento da sífilis

    O tratamento é eficaz e gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele é feito com penicilina benzatina, aplicada por via intramuscular. A dose e o número de aplicações variam conforme o estágio da doença.

    É importante lembrar que interromper o tratamento ou tomar doses inadequadas pode permitir que a bactéria continue ativa no organismo. 

    O parceiro ou parceira sexual também deve ser testado e tratado, mesmo que não apresente sintomas, já que a infecção pode permanecer em fase latente.

    Além disso, após o término, é importante repetir os exames de controle para garantir a cura e evitar novas transmissões.

    Consequências da sífilis não tratada

    Sem tratamento, a sífilis pode causar danos graves e irreversíveis. Na fase terciária, a infecção pode atingir o coração e causar aneurismas, afetar o sistema nervoso e levar à demência, cegueira e paralisia. Além disso, pode comprometer gravemente a gestação.

    Essas complicações são completamente evitáveis com diagnóstico precoce e adesão correta ao tratamento.

    Formas de prevenção

    A prevenção da sífilis é simples e eficaz, mas muitas vezes ignorada. 

    O uso de preservativos masculinos ou femininos em todas as relações sexuais é a principal forma de evitar o contágio.

    Além disso, é importante realizar exames regulares, especialmente pessoas com múltiplos parceiros ou que iniciaram recentemente uma nova relação. A testagem deve ser parte do cuidado com a própria saúde, assim como o acompanhamento médico em caso de sintomas ou suspeitas.

    No caso de gestantes, o pré-natal completo e o tratamento do casal são fundamentais para evitar a sífilis congênita e proteger o bebê.

    Perguntas frequentes

    Qual o médico especialista em sífilis?

    O tratamento da sífilis é geralmente conduzido por médicos clínicos gerais, infectologistas, ginecologistas ou dermatologistas. A escolha depende da forma de manifestação e das complicações apresentadas. O importante é buscar atendimento assim que houver suspeita.

    Sífilis passa pelo beijo?

    Sim, é possível transmitir sífilis pelo beijo se houver feridas ou lesões na boca. A bactéria está presente nessas lesões e pode passar de uma pessoa para outra por meio do contato direto durante o beijo.

    Quem teve sífilis pode ter filhos?

    Sim. Após o tratamento completo e a confirmação da cura por exames, a pessoa pode engravidar sem risco de transmitir a doença. É fundamental que o diagnóstico e o tratamento ocorram antes da gestação para proteger o bebê de infecções congênitas.

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    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

    Seguimos diretrizes rigorosas de fontes, sempre citando ou vinculando diretamente às fontes primárias em cada artigo.

    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

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