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    Coqueluche: conheça os sintomas e como se prevenir

    Bebê de máscara no carrinho protegido contra coqueluche.
    Coqueluche: conheça os sintomas e como se prevenir

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Julho 19, 2025

    Coqueluche: conheça os sintomas e como se prevenir

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    Tempo de leitura: 6 minutos

    Introdução

    A coqueluche, também conhecida como tosse convulsa ou comprida, é uma infecção respiratória altamente contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis

    Embora seja frequentemente associada a bebês e crianças pequenas, a coqueluche pode afetar pessoas de todas as idades, especialmente aquelas que não estão vacinadas ou têm imunidade enfraquecida. 

    Nos últimos anos, vimos um aumento dos casos de coqueluche, o que torna a conscientização sobre a doença mais importante do que nunca. Então, vamos explorar o que é a coqueluche, seus sintomas, como ela se espalha, as principais complicações e, claro, como preveni-la.

    O que é a coqueluche?

    A coqueluche é uma doença infecciosa do trato respiratório que provoca acessos graves de tosse. 

    A infecção começa de forma semelhante a um resfriado comum, mas com o tempo, a tosse se torna intensa e vem em crises, muitas vezes acompanhadas de um som característico ao inspirar, como um “guincho”.

    Embora no início ela possa parecer uma infecção simples, a coqueluche pode ser perigosa, especialmente para crianças menores de seis meses, que têm maior risco de complicações graves, como pneumonia e convulsões.

    Sintomas da coqueluche

    No geral, os sintomas da coqueluche são bastante característicos e se desenvolvem em três estágios:

    1. Fase inicial (catarral): No início, a coqueluche pode ser confundida com um resfriado comum. Os sintomas incluem coriza, espirros, febre leve e uma tosse leve e ocasional
    2. Fase paroxística: Essa é a fase aguda da doença, na qual ocorrem crises intensas de tosse incontrolável, que podem durar vários minutos. Essas crises muitas vezes são seguidas pelo característico som de “guincho” na inspiração, especialmente em crianças. A tosse pode ser tão severa que causa vômitos, cansaço extremo e dificuldade para respirar
    3. Fase de recuperação ou convalescença: A partir da terceira ou quarta semana, a tosse começa a diminuir gradualmente, mas pode persistir por meses, especialmente se houver infecções respiratórias secundárias

    Profissional da saúde prepara vacina contra coqueluche com seringa e frasco.

    Como a coqueluche é transmitida?

    A coqueluche é extremamente contagiosa e se espalha facilmente de pessoa para pessoa por meio de gotículas respiratórias. Isso significa que ao tossir, espirrar ou falar, alguém infectado pode transmitir a bactéria para outras pessoas que estejam próximas, especialmente em ambientes fechados.

    Pessoas infectadas são mais contagiosas nas primeiras semanas, antes de a tosse característica se desenvolver. Isso contribui para a disseminação da doença, já que no início ela pode ser confundida com outras infecções respiratórias comuns.

    Grupos de risco

    Alguns grupos de pessoas possuem um maior risco de contágio e de desenvolvimento de quadros mais graves. São eles:

    • Bebês: São o grupo de maior risco, especialmente aqueles com menos de seis meses, pois ainda não estão totalmente protegidos pelas vacinas
    • Crianças e adultos não vacinados: Pessoas que não receberam as doses completas da vacina contra coqueluche também estão em risco
    • Pessoas com sistema imunológico comprometido: Indivíduos com o sistema imune debilitado podem ter mais dificuldade para combater a infecção

    Complicações da coqueluche

    Embora muitos adultos possam se recuperar da coqueluche sem maiores complicações, a doença pode ser grave, especialmente para crianças pequenas. 

    Entre as possíveis complicações estão:

    • Pneumonia: A infecção pulmonar é uma das complicações mais comuns da coqueluche em crianças
    • Convulsões: Podem ocorrer devido à falta de oxigênio durante as crises graves de tosse
    • Danos cerebrais: Em casos raros, a falta de oxigênio pode causar lesões cerebrais, especialmente em bebês
    • Morte: Infelizmente, casos graves de coqueluche podem ser fatais, especialmente em lactentes que não receberam imunização completa

    Diagnóstico e tratamento

    O diagnóstico da coqueluche é geralmente feito com base nos sintomas e por meio de exames laboratoriais, como uma cultura de secreção do nariz ou da garganta. 

    Se diagnosticada, o tratamento geralmente envolve o uso de antibióticos, que podem ajudar a reduzir a gravidade da doença e o risco de transmissão, especialmente se iniciados nas fases iniciais.

    Para crianças muito pequenas ou pessoas com complicações graves, a hospitalização pode ser necessária, especialmente para monitoramento respiratório e tratamento de complicações.

    Prevenção da coqueluche

    A maneira mais eficaz de prevenir a coqueluche é através da vacinação. A vacina DTPa (difteria, tétano e coqueluche acelular) é administrada em várias doses ao longo da infância, começando aos dois meses de idade. 

    No entanto, a imunidade pode diminuir com o tempo, por isso os adolescentes e adultos também são aconselhados a tomar doses de reforço, especialmente gestantes, que podem proteger seus bebês recém-nascidos através da imunização passiva.

    Além da vacinação, seguir boas práticas de higiene, como cobrir a boca ao tossir ou espirrar e lavar as mãos com frequência, pode ajudar a reduzir a disseminação de infecções respiratórias, incluindo a coqueluche.

    Perguntas frequentes – FAQ

    Coqueluche tem tratamento?

    Sim, a coqueluche tem tratamento com antibióticos, que ajudam a reduzir os sintomas e a transmissão da bactéria. É importante iniciar o tratamento o quanto antes.

    Como pega coqueluche?

    A coqueluche é transmitida pelo ar, através de gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou falar. É altamente contagiosa, especialmente nos primeiros dias dos sintomas.

    A coqueluche cura sozinha?

    Em alguns casos leves, pode melhorar sozinha, mas sem tratamento o risco de complicações é maior, principalmente em bebês. Sempre procure um médico.

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    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

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    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

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