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    Condições de saúde

    Doença de Addison: sintomas, causas e tratamento

    Homem jovem com camiseta rosa transpirando após esforço físico ao ar livre.
    Doença de Addison: sintomas, causas e tratamento

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Setembro 29 2025

    Doença de Addison: sintomas, causas e tratamento

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    Tempo de leitura: 6 minutos

    Introdução

    A doença de Addison é uma condição rara que afeta as glândulas suprarrenais, responsáveis pela produção de hormônios essenciais como o cortisol e a aldosterona. 

    Quando há falha nesse processo, o corpo perde parte da capacidade de lidar com o estresse, controlar a pressão arterial e manter o equilíbrio de minerais importantes.

    Além de ser uma condição pouco conhecida, a doença de Addison pode trazer sintomas marcantes que confundem facilmente com outros problemas de saúde. Cansaço extremo, perda de peso sem explicação, escurecimento da pele e tonturas frequentes são sinais que muitas vezes passam despercebidos, atrasando o diagnóstico.

    Desta maneira, entender o que é a doença de Addison e conhecer os principais sintomas é fundamental para aumentar a chance de um diagnóstico precoce e para a prevenção de complicações graves.

    O que é a doença de Addison

    A doença de Addison acontece quando as glândulas suprarrenais não produzem quantidades suficientes de hormônios essenciais, como o cortisol e a aldosterona. 

    Esses hormônios, por sua vez, têm funções extremamente importantes para o correto funcionamento do organismo: 

    • O cortisol ajuda a controlar o estresse, regula a pressão arterial e mantém o metabolismo equilibrado
    • A aldosterona é responsável por controlar o sódio e o potássio no corpo, garantindo o bom funcionamento dos músculos e do coração

    Quando há deficiência desses hormônios, o corpo perde parte de sua capacidade de se adaptar a situações de estresse físico ou emocional. 

    Por isso, mesmo atividades simples podem se tornar desgastantes, e situações de maior exigência, como uma infecção ou cirurgia, podem representar riscos sérios para quem convive com essa condição.

    Principais sintomas

    Os sintomas da doença de Addison tendem a se desenvolver de forma lenta, o que pode atrasar o diagnóstico. 

    Muitas vezes, a pessoa acha que está apenas mais cansada do que o normal ou que perdeu peso por causa da rotina. Mas, aos poucos, os sinais se tornam mais evidentes.

    Alguns dos sintomas mais comuns incluem:

    • Fadiga intensa e persistente
    • Perda de peso sem causa aparente
    • Escurecimento da pele, especialmente em áreas expostas ao sol e nas dobras do corpo
    • Pressão arterial baixa, com episódios frequentes de tontura
    • Desejo aumentado de sal
    • Náuseas, vômitos ou dores abdominais recorrentes
    • Alterações de humor, como irritabilidade ou depressão

    Em alguns casos, pode acontecer a chamada crise adrenal, uma emergência médica em que a falta de hormônios é tão grave que coloca a vida em risco. 

    Os sinais incluem dor intensa, desidratação, queda acentuada da pressão arterial e até perda de consciência.

    Profissional de saúde aferindo a pressão arterial de um paciente com esfigmomanômetro.

    Causas da doença de Addison

    A causa mais comum da doença de Addison é uma reação autoimune. Isso significa que o sistema de defesa do corpo ataca por engano as próprias glândulas suprarrenais, destruindo parte do tecido responsável pela produção hormonal.

    Além das doenças autoimunes, outras condições também podem levar à insuficiência adrenal, como:

    • Tuberculose que atinge as suprarrenais
    • Outras infecções graves
    • Hemorragias nas glândulas
    • Efeitos colaterais de alguns medicamentos
    • Alterações genéticas raras

    Por ser uma doença relativamente incomum, muitas vezes o diagnóstico só é feito após uma investigação detalhada, que inclui exames de sangue e testes hormonais específicos.

    Como é feito o diagnóstico

    Identificar a doença de Addison exige atenção médica especializada. Os exames de sangue geralmente avaliam os níveis de cortisol e de outros hormônios, além de eletrólitos como sódio e potássio. 

    Também é comum realizar o teste de estimulação com ACTH, no qual se aplica uma substância que deveria aumentar a produção de cortisol. Se o hormônio não subir como esperado, isso indica deficiência na função das suprarrenais.

    Exames de imagem, como tomografia ou ressonância, podem ser utilizados em casos específicos, para verificar se há alterações estruturais nas glândulas.

    Tratamento e cuidados no dia a dia

    O tratamento da doença de Addison é baseado na reposição dos hormônios que o corpo deixou de produzir. Geralmente, utilizam-se medicamentos que substituem o cortisol e a aldosterona, em doses ajustadas de acordo com a necessidade de cada pessoa:

    A reposição hormonal permite que a pessoa tenha uma vida praticamente normal, mas exige disciplina, já que a interrupção ou o uso incorreto da medicação pode levar a complicações graves.

    Além da medicação, é importante adotar cuidados extras no dia a dia, como:

    • Manter consultas médicas regulares
    • Usar uma pulseira ou cartão de identificação informando sobre a doença
    • Ajustar a dose de medicamentos em situações de maior estresse, como cirurgias ou infecções
    • Ter atenção especial à hidratação e à alimentação

    Perguntas frequentes

    A doença de Addison tem cura?

    A doença não tem cura definitiva, mas o tratamento com reposição hormonal é eficaz. Com acompanhamento médico regular, é possível ter uma vida equilibrada, com controle dos sintomas e prevenção de crises.

    O que pode causar a doença de Addison?

    Na maioria dos casos, a causa é autoimune, quando o corpo ataca as próprias glândulas suprarrenais. Outras origens incluem tuberculose, infecções graves, hemorragias ou alterações genéticas raras.

    Qual o maior risco para quem tem Addison?

    A maior complicação é a crise adrenal, que provoca queda brusca da pressão, desidratação, dor intensa e risco de choque. Trata-se de uma emergência médica que exige tratamento imediato.

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