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    Hormônios e medicamentos

    Medicamentos para obesidade: quando são indicados e como funcionam

    Diversos medicamentos para obesidade organizados sobre uma mesa, representando a necessidade de cuidado para evitar efeitos colaterais.
    Medicamentos para obesidade: quando são indicados e como funcionam

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Agosto 07, 2025

    Medicamentos para obesidade: quando são indicados e como funcionam

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    Tempo de leitura: 6 minutos

    Introdução

    A obesidade é um problema de saúde que pode aumentar o risco de diversas doenças, como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e até alguns tipos de câncer. No entanto, é comum que ela seja interpretada apenas como um problema estético.

    Outra concepção errada sobre a obesidade é sobre suas causas e tratamentos. É comum ouvir frases como “é só fechar a boca” ou outras semelhantes. 

    Mas, perder peso envolve mais do que apenas força de vontade, pois fatores genéticos, hormonais, metabólicos e emocionais influenciam diretamente no processo. E é por isso que, em alguns casos, o tratamento medicamentoso pode ser uma ferramenta importante no tratamento da obesidade. 

    Ainda assim, é comum ter dúvidas e receios sobre o uso de medicamentos para obesidade. Afinal, nem todos são indicados para qualquer pessoa, e o uso inadequado pode trazer riscos. 

    Quando os medicamentos para obesidade são indicados

    Os medicamentos para obesidade são indicados apenas em situações específicas, quando o excesso de peso representa um risco à saúde e quando outras estratégias, como dieta e exercício, não foram suficientes. 

    A recomendação mais comum é para pessoas com índice de massa corporal (IMC) acima de 30, ou acima de 27 quando há doenças associadas, como diabetes tipo 2 ou pressão alta.

    Além disso, a decisão pelo uso do medicamento deve ser feita por um profissional de saúde, levando em consideração o histórico do paciente, os riscos, os benefícios e os objetivos do tratamento. E o uso deve ser sempre acompanhado de mudanças no estilo de vida e deve ser monitorado de perto.

    Como agem os remédios para emagrecer

    Existem diferentes classes de medicamentos aprovadas para o tratamento da obesidade, e cada uma age de maneira diferente no organismo.

    Entre os mecanismos mais comuns estão:

    • Redução do apetite
    • Aumento da sensação de saciedade
    • Diminuição da absorção de gordura no intestino
    • Regulação de hormônios que controlam fome e metabolismo

    É importante destacar que nenhum desses medicamentos é milagroso. Eles ajudam a potencializar a perda de peso, mas os hábitos do dia a dia continuam sendo a base do tratamento.

    Grupo em roda de conversa sobre cirurgia bariátrica em ambiente acolhedor.

    Exemplos de medicamentos utilizados

    A ciência vem pesquisando há anos diferentes tratamentos para obesidade, e de tempos em tempos novos medicamentos são lançados no mercado.

    Entre os mais utilizados no Brasil, podemos citar:

    • Orlistate (nome comercial: Xenical): atua reduzindo a absorção de gordura no intestino
    • Liraglutida (nome comercial: Saxenda): aumenta a saciedade e ajuda no controle do apetite. Além disso, ele diminui a velocidade de esvaziamento gástrico
    • Semaglutida (nome comercial: Ozempic e Wegovy): originalmente usada para tratar diabetes tipo 2, tem mostrado grande eficácia na redução de peso
    • Tirzepatida (nome comercial: Mounjaro): age em dois hormônios ao mesmo tempo, ajudando tanto no controle da glicose quanto na perda de peso, com resultados promissores
    • Sibutramina: reduz o apetite por meio de ação no sistema nervoso central. Apesar de eficaz, tem restrições de uso devido aos riscos cardiovasculares
    • Bupropiona com naltrexona: combinação que atua no cérebro, ajudando no controle da compulsão alimentar e na sensação de prazer associada à comida

    Cada um desses medicamentos tem indicações específicas e possíveis efeitos colaterais. Por isso, a escolha deve ser feita de forma individualizada, sempre com acompanhamento médico.

    Medicamentos que não são indicados para emagrecer

    Nem todo remédio que causa perda de peso é apropriado ou seguro para tratar obesidade. 

    Alguns deles até podem levar à redução do apetite como efeito colateral, mas não foram desenvolvidos para esse fim, e o uso indiscriminado dessas substâncias pode trazer riscos sérios à saúde.

    Alguns exemplos incluem:

    • Metformina: remédio indicado para diabetes tipo 2. Pode levar à leve perda de peso, mas não é eficaz como estratégia de emagrecimento isolada
    • Fluoxetina: antidepressivo que pode reduzir o apetite em algumas pessoas. Porém, seu uso sem indicação psiquiátrica adequada é perigoso e pode agravar sintomas emocionais
    • Medicamentos para TDAH (como metilfenidato ou lisdexanfetamina): reduzem o apetite como efeito colateral, mas não são indicados para perda de peso. O uso sem diagnóstico de TDAH é considerado abuso de substância e pode causar dependência, taquicardia, ansiedade e insônia

    O uso desses medicamentos com a intenção de emagrecer, sem supervisão médica e fora das indicações aprovadas, pode comprometer a saúde física e mental.

    Perguntas frequentes

    Medicamentos para obesidade realmente funcionam?

    Sim, quando usados corretamente e com orientação médica. Eles ajudam na perda de peso, mas precisam ser combinados com mudanças no estilo de vida.

    Medicamentos para obesidade funcionam sem dieta?

    Depende. A curto prazo, podem levar à perda de peso. Mas, sem uma mudança alimentar e exercícios, esses resultados não se mantêm.

    É seguro tomar remédios como fluoxetina ou metformina para emagrecer?

    Não. Esses medicamentos não foram feitos para tratar obesidade e seu uso inadequado pode trazer riscos sérios à saúde.

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    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

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    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

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