Neste Artigo

    Hormônios e medicamentos

    Pílula do dia seguinte: o que você precisa saber antes de usar

    Blister com dois comprimidos da pílula do dia seguinte sobre fundo azul
    Pílula do dia seguinte: o que você precisa saber antes de usar

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Agosto 09, 2025

    Pílula do dia seguinte: o que você precisa saber antes de usar

    Fatos verificados por:

    (Nome da pessoa) Data de revisão:

    Tempo de leitura: 6 minutos

    Introdução

    A pílula do dia seguinte é um recurso importante para evitar uma gravidez indesejada após uma relação sexual desprotegida ou quando o método contraceptivo falha. 

    Entretanto, apesar de estar amplamente disponível em farmácias e ser de fácil acesso, ainda é cercada por dúvidas, tabus e desinformação.

    Por exemplo, existem mitos relacionados a este tipo de medicamento, como a idéia de que a pílula do dia seguinte pode ser usada como método contraceptivo regular, ou que cause a perda da gestação. 

    Por isso, falar com clareza sobre a pílula do dia seguinte é essencial e promove o cuidado com a saúde e escolhas conscientes.

    O que é a pílula do dia seguinte?

    A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência. Ela foi desenvolvida para ser usada em situações específicas, como:

    • Relação sexual sem nenhum método contraceptivo
    • Ruptura do preservativo ou deslocamento do diafragma
    • Esquecimento de mais de uma pílula anticoncepcional no ciclo
    • Expulsão ou mau posicionamento do DIU
    • Casos de violência sexual

    Ela atua principalmente impedindo ou atrasando a ovulação, ou seja, evita que o óvulo seja liberado pelo ovário. Sem o óvulo disponível, não há fecundação, e por isso a gravidez não acontece. 

    Assim, diferentemente do que muitos pensam, ela não é abortiva e não tem efeito se a gestação já estiver em curso.

    Existem diferentes tipos de pílula do dia seguinte: 

    • Levonorgestrel: deve ser tomada até 72 horas após a relação sexual
    • Ulipristal: pode ser usada até 120 horas, com uma eficácia ligeiramente maior
    • Combinação de etinilestradiol e levonorgestrel: possui menor eficácia e maior chance de efeitos colaterais

    Independentemente do tipo escolhido, o tempo é fator decisivo para o sucesso, pois quanto mais cedo for tomada, maiores as chances de evitar a gravidez.

    Porém, é importante destacar que este tipo de medicamento não deve ser utilizado como método regular de prevenção, pois sua eficácia é menor do que a dos métodos contínuos e ela não oferece proteção contra infecções sexualmente transmissíveis.

    Como tomar corretamente

    A forma de uso é simples, mas deve ser feita com atenção:

    • A pílula de levonorgestrel é, geralmente, composta por um comprimido único, dependendo do fabricante 
    • O ulipristal também é administrado em dose única. Não é necessário repetir a dose nos dias seguintes, exceto se houver vômito nas primeiras horas após o uso, o que pode comprometer a absorção
    • Já a pílula combinada deve ser usada em duas tomadas, com um intervalo de 12 horas

    Embora esteja disponível sem receita médica em farmácias, o ideal é que seu uso venha acompanhado de orientação profissional, especialmente se houver dúvidas sobre possíveis interações com outros medicamentos ou se o ciclo estiver muito irregular.

    Vários tipos de comprimidos sobre fundo escuro, incluindo medicamentos usados para tratar a aterosclerose

    Efeitos colaterais e alterações no ciclo

    A maioria das mulheres tolera bem a pílula do dia seguinte, mas é comum que ocorra algum desconforto temporário. 

    Os efeitos colaterais mais relatados incluem:

    • Náuseas
    • Dor de cabeça
    • Sensibilidade nas mamas
    • Tontura
    • Alterações no ciclo menstrual, como adiantamento, atraso ou fluxo mais intenso

    Essas mudanças costumam ser passageiras e não representam riscos graves.

    Ainda assim, se o atraso da menstruação for superior a sete dias, é importante fazer um teste de gravidez e procurar um serviço de saúde.

    Ela pode falhar?

    Sim, a pílula do dia seguinte pode falhar. Embora seja eficaz, especialmente quando usada corretamente e dentro do prazo, nenhum método de contracepção é 100% seguro. 

    De forma geral, o efeito vai depender do momento no qual a pílula for utilizada:

    • 99,5% de eficácia se usada nas primeiras 12 horas
    • 95% entre 13 e 24 horas
    • 85% quando consumida entre 25 e 48 horas
    • 58% entre 49 e 72 horas

    Se a ovulação já tiver ocorrido antes da ingestão do medicamento, a pílula não conseguirá impedir a gravidez. Por isso, o ideal é agir o quanto antes.

    Desmistificando os mitos

    Muitas pessoas ainda associam a pílula do dia seguinte a riscos inexistentes ou confiam em crenças populares que não têm base científica. Veja alguns dos mitos mais comuns:

    • “A pílula provoca aborto.” Isso é falso. Ela não age sobre gestações em andamento e não interrompe a implantação do embrião
    • “Causa infertilidade.” O uso esporádico não afeta a fertilidade futura. Após a menstruação se regularizar, a mulher volta a ovular normalmente
    • “Tomar várias aumenta a proteção.” Não existe dose reforçada. Tomar mais de uma pílula ao mesmo tempo não aumenta a eficácia e pode intensificar os efeitos colaterais

    Perguntas frequentes

    A pílula do dia seguinte é abortiva?

    Não. Ela impede ou atrasa a ovulação, mas não interfere em uma gravidez já existente.

    A pílula substitui o anticoncepcional comum?

    Não. Ela é indicada apenas para emergências e tem menor eficácia do que os métodos de uso contínuo.

    A pílula protege contra ISTs?

    Não. Ela previne apenas a gravidez, mas não protege contra HIV, HPV, sífilis ou outras infecções sexualmente transmissíveis.

    Processo de revisão deste artigo:

    Nosso Processo de Revisão Clínica:

    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

    Seguimos diretrizes rigorosas de fontes, sempre citando ou vinculando diretamente às fontes primárias em cada artigo.

    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

    Nosso Processo de Revisão Clínica:

    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

    Seguimos diretrizes rigorosas de fontes, sempre citando ou vinculando diretamente às fontes primárias em cada artigo.

    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse.

    Este artigo te ajudou?

    Quais conteúdo está sentindo falta?

    Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional.

    O que poderia melhorar sua experiência?

    Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional.

    Que tal compartilhar sugestões para continuarmos melhorando?

    Este artigo está incompleto

    Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional.

    Este artigo possui informação errada

    Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional.