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    Condições de saúde

    Síncope: o que é, causas, sintomas e quando se preocupar

    Jogador de futebol caído no gramado sendo atendido por socorristas após episódio de síncope.
    Síncope: o que é, causas, sintomas e quando se preocupar

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Março 03, 2026

    Síncope: o que é, causas, sintomas e quando se preocupar

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    Tempo de leitura: 6 minutos

    Introdução

    A síncope é um episódio de perda súbita e temporária da consciência causado por redução transitória do fluxo sanguíneo cerebral. Geralmente é acompanhada de queda e recuperação espontânea em poucos minutos, o que a diferencia de outras condições neurológicas mais complexas. 

    Embora muitas pessoas associem o termo apenas ao desmaio simples, a síncope é um evento clínico que merece avaliação cuidadosa, pois pode ter desde causas benignas até origens cardíacas potencialmente graves.

    Entender por que a síncope acontece exige compreender que o cérebro depende de fluxo sanguíneo constante para manter a consciência, e qualquer interrupção breve nesse suprimento pode levar à perda de responsividade. 

    Na maioria dos casos, o mecanismo envolve uma queda abrupta da pressão arterial, uma redução da frequência cardíaca ou ambos simultaneamente.

    Mas, como é um sintoma que pode indicar problemas de saúde graves, a equipe Healthlab decidiu reunir as informações mais atualizadas e de qualidade e elaborar este artigo.

    Principais causas de síncope

    As causas de síncope são tradicionalmente divididas em três grandes grupos, o que facilita a investigação clínica e a definição da conduta:

    • A síncope reflexa, também chamada de vasovagal, é a forma mais comum e ocorre quando há uma resposta exagerada do sistema nervoso autônomo diante de estímulos como dor intensa, estresse emocional, ambiente muito quente, permanência prolongada em pé ou visão de sangue. Nesses casos, ocorre dilatação dos vasos sanguíneos e diminuição da frequência cardíaca, resultando em queda da pressão arterial e redução do fluxo cerebral
    • A síncope por hipotensão ortostática acontece quando há dificuldade de adaptação da pressão arterial ao passar da posição sentada ou deitada para a posição em pé, levando a tontura e eventual perda de consciência. Ela é mais frequente em idosos, pessoas desidratadas ou pacientes que utilizam determinados medicamentos anti-hipertensivos
    • A síncope cardíaca é menos frequente, mas potencialmente mais grave, pois pode estar relacionada a arritmias, obstruções ao fluxo sanguíneo ou doenças estruturais do coração. Ela é mais comum em pessoas com histórico de doença cardiovascular ou morte súbita na família

    Entre as causas mais relevantes, temos:

    Sintomas que podem preceder a síncope

    Em muitos casos, a síncope não ocorre de forma completamente inesperada, pois o organismo costuma emitir sinais de alerta minutos ou segundos antes da perda de consciência. Esses sintomas são chamados de pródromos e ajudam na identificação do mecanismo envolvido.

    Os sinais mais relatados incluem:

    • Sensação de tontura
    • Visão turva ou escurecimento visual
    • Sudorese fria
    • Náusea
    • Palidez
    • Fraqueza súbita
    • Sensação de calor

    Quando a síncope é reflexa, esses sintomas costumam ser mais evidentes e progressivos, enquanto na síncope cardíaca a perda de consciência pode ocorrer de maneira abrupta, sem aviso prévio.

    Após o episódio, a recuperação geralmente é rápida, embora possa haver sensação de cansaço, leve confusão ou dor muscular decorrente da queda.

    Estetoscópio sobre eletrocardiograma com traçado cardíaco, representando avaliação médica relacionada à síncope.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da síncope começa com uma anamnese detalhada, que inclui descrição do episódio, posição corporal no momento da perda de consciência, presença de sintomas prévios, histórico médico e uso de medicamentos. A forma como o evento ocorreu fornece pistas importantes sobre a causa provável.

    O exame físico, com medição da pressão arterial em diferentes posições, também é fundamental, especialmente quando se suspeita de hipotensão ortostática. Além disso, o eletrocardiograma é exame básico na investigação, pois pode revelar alterações do ritmo cardíaco ou sinais de doença estrutural.

    Em situações selecionadas, podem ser solicitados exames complementares, como:

    • Monitorização ambulatorial do ritmo cardíaco por meio de Holter
    • Ecocardiograma para avaliar estrutura e função cardíaca
    • Teste de inclinação para investigar síncope reflexa
    • Estudo eletrofisiológico quando há forte suspeita de arritmia

    A necessidade de exames adicionais depende do perfil de risco do paciente, da frequência dos episódios e da presença de doenças associadas.

    Tratamento da síncope

    O tratamento da síncope varia conforme a causa identificada e, em muitos casos de síncope vasovagal, não é necessário uso de medicamentos, sendo suficientes medidas comportamentais e educativas. 

    Orientações como evitar jejum prolongado, manter hidratação adequada, levantar-se lentamente e reconhecer sintomas iniciais podem reduzir significativamente a recorrência.

    Nos casos de hipotensão ortostática, pode ser necessário ajustar medicações, reforçar ingestão de líquidos e, em situações específicas, utilizar medicamentos que auxiliem na manutenção da pressão arterial.

    Quando a síncope tem origem cardíaca, o tratamento pode envolver controle de arritmias com medicamentos, ablação por cateter ou implante de dispositivos como marca-passo, dependendo da gravidade e do mecanismo envolvido.

    Quando procurar atendimento imediato?

    Embora muitos episódios de síncope sejam benignos, existem sinais de alerta que exigem avaliação médica urgente:

    • Presença de dor no peito
    • Palpitações intensas antes do desmaio
    • Falta de ar
    • Histórico de doença cardíaca
    • Ocorrência do episódio durante esforço físico

    Nesses casos, existe uma maior probabilidade de causa cardíaca.

    Também merece atenção especial a síncope em idosos, pois o risco de lesões e fraturas é maior, além da possibilidade de múltiplas comorbidades associadas.

    Perguntas frequentes

    Qual a diferença entre síncope e convulsão?

    Na síncope, a perda de consciência é breve e geralmente há recuperação rápida e completa, enquanto nas convulsões podem ocorrer movimentos involuntários prolongados, confusão pós-crise mais intensa e alterações neurológicas específicas.

    Síncope é sempre um problema cardíaco?

    Não, a maioria dos episódios de síncope é de origem reflexa e considerada benigna, mas a síncope de causa cardíaca é mais grave e precisa de investigação especializada.

    Quais são os sinais de alerta na síncope?

    Dor no peito, falta de ar, ocorrência durante esforço físico, histórico de doença cardíaca ou ausência de sintomas prévios antes da perda de consciência são sinais que exigem avaliação médica imediata.

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    Nosso Processo de Revisão Clínica:

    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

    Seguimos diretrizes rigorosas de fontes, sempre citando ou vinculando diretamente às fontes primárias em cada artigo.

    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

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