Neste Artigo

    Medicamentos e hormônios

    Antihipertensivos

    Os antihipertensivos são essenciais para o controle da pressão arterial e a prevenção de doenças cardiovasculares. Descubra os principais tipos e como agem no organismo.
    Antihipertensivos

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Março 19, 2025

    Revisado em: Março 25, 2026

    Antihipertensivos

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    Tempo de leitura: 7 minutos

    Introdução

    Os antihipertensivos são medicamentos usados para tratar reduzir a pressão arterial, uma condição que, se não controlada, aumenta significativamente o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC.

    Esses medicamentos agem em diferentes locais do organismo para reduzir a pressão arterial, ajudando a proteger órgãos vitais, como o coração, cérebro e rins, e a melhorar a qualidade de vida do paciente.

    Informações essenciais

    Usos e indicações

    Os antihipertensivos são indicados para:

    • Hipertensão arterial essencial, ou a pressão alta sem causa aparente.
    • Hipertensão secundária, quando há uma causa subjacente conhecida, como doenças renais.
    • Prevenção de complicações, reduzindo assim o risco de eventos cardiovasculares, como infarto e AVC.
    • Tratamento adjuvante de outras condições de saúde, como insuficiência cardíaca, diabetes e doença renal crônica.

    Contraindicações

    Existem algumas condições de saúde que podem dificultar ou contraindicar o uso de antihipertensivos:

    • Alergia ao medicamento.
    • Insuficiência renal ou hepática grave.
    • Hipotensão pré-existente.
    • Asma, para alguns beta bloqueadores.

    Efeitos colaterais comuns

    Os antihipertensivos são considerados medicamentos seguros e eficazes. No entanto, a ocorrência de efeitos colaterais é relativamente comum, e variam de acordo com a classe. Incluem:

    • Tosse seca (IECA).
    • Tontura.
    • Aumento dos níveis de potássio no sangue.
    • Fadiga.
    • Edema nos tornozelos.
    • Dores de cabeça.
    • Desequilíbrios eletrolíticos.
    • Aumento da frequência urinária.
    • Rubor facial.
    • Taquicardia reflexa.

    Grupos de risco

    Certos grupos populacionais exigem cuidado especial ao usar antihipertensivos, pois podem ser mais vulneráveis aos efeitos adversos ou exigir ajustes de dose.

    • Gestantes: Alguns medicamentos, como os IECA e BRA, são contraindicados devido ao risco de malformações fetais. A metildopa é geralmente segura.
    • Amamentação: Alguns antihipertensivos podem passar para o leite materno. Por isso, é recomendável um monitoramento rigoroso do bebê, para avaliar possíveis efeitos colaterais.
    • Idosos: Mais propensos a efeitos colaterais, como tonturas e aumento do risco de quedas.
    • Crianças: Uso restrito e com doses ajustadas.
    • Pacientes com comorbidades: Diabéticos, pacientes renais ou cardíacos podem precisar de tratamentos específicos.

    Com diferentes mecanismos de ação, os antihipertensivos ajudam a reduzir a pressão arterial e proteger o coração. Saiba quais são os mais utilizados e seus cuidados.

    Tipos de antihipertensivos

    O aumento da pressão arterial pode ocorrer por diferentes mecanismos. Assim, os fármacos antihipertensivos possuem diferentes pontos de atuação, e podem der divididos em nove grupos principais:

    IECA (Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina)

    Esses medicamentos bloqueiam a conversão de angiotensina I em angiotensina II, um hormônio que causa vasoconstrição e o consequente aumento da pressão arterial.

    Assim, o uso reduz a pressão arterial e o esforço sobre o coração.

    Exemplos: Captopril, Enalapril.

    BRA (Bloqueadores dos Receptores de Angiotensina II)

    Este tipo de antihipertensivo impede que a angiotensina II se ligue aos seus receptores, relaxando os vasos sanguíneos e reduzindo a pressão.

    Exemplos: Losartana, Valsartana.

    Betabloqueadores

    Reduzem a frequência cardíaca e a força das contrações do coração, diminuindo a pressão arterial.

    No entanto, eles não são considerados como primeira linha de tratamento para a hipertensão.

    Exemplos: Atenolol, Metoprolol, Propranolol.

    Bloqueadores de Canais de Cálcio

    Esses medicamentos diminuem a entrada de cálcio nas células musculares dos vasos sanguíneos, o que leva à vasodilatação e à redução da pressão arterial.

    Exemplos: Amlodipina, Nifedipina.

    Diuréticos

    Aumentam a excreção de urina e, consequentemente, de sódio. Isso leva a uma redução do volume de sangue e a pressão arterial.

    Exemplos: Hidroclorotiazida, Furosemida, Espironolactona.

    Vasodilatadores Diretos

    Agem relaxando diretamente as paredes dos vasos sanguíneos, reduzindo a resistência vascular e a pressão arterial.

    Exemplos: Hidralazina, Minoxidil.

    Inibidores da Renina

    É uma subclasse de medicamentos que bloqueia a ação da renina, uma enzima que participa da produção de angiotensina II e, consequentemente, da regulação da pressão arterial.

    Exemplo: Alisquireno.

    Alfa-bloqueadores

    Relaxam os vasos sanguíneos através do bloqueio de receptores alfa-adrenérgicos nos vasos sanguíneos. Esses receptores são responsáveis pela vasoconstrição e, quando bloqueados não podem exercer essa ação.

    Exemplos: Prazosina, doxazosina.

    Simpaticolíticos Centrais

    Eles reduzem a atividade do sistema nervoso simpático, diminuindo a resistência dos vasos sanguíneos e a pressão arterial.

    Exemplos: Clonidina, Metildopa.

    Perguntas frequentes

    Preciso usar antihipertensivos por toda a vida?

    Não necessariamente. Em alguns casos, mudanças no estilo de vida podem permitir a redução ou suspensão do medicamento, mas isso deve ser feito sob orientação médica.

    Os antihipertensivos causam tosse?

    Sim, a tosse seca e persistente é o efeito colateral mais comum dos Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA), e ocorre devido ao acúmulo de bradicinina nos pulmões.

    Posso combinar diferentes classes de antihipertensivos?

    Sim, combinações são frequentemente usadas para melhorar o controle da pressão arterial e reduzir os efeitos colaterais. No entanto, para prescrever a melhor combinação de medicamentos, seu médico irá avaliar seu caso detalhadamente.

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    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

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    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

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