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    Condições de saúde

    Tipos de AVC: sintomas, causas e formas de tratamento

    Homem jovem com expressão de dor e a mão na testa, representando sintomas de AVC.
    Tipos de AVC: sintomas, causas e formas de tratamento

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Setembro 24 2025

    Tipos de AVC: sintomas, causas e formas de tratamento

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    Tempo de leitura: 6 minutos

    Introdução

    O Acidente Vascular Cerebral, mais conhecido como AVC, é uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo. 

    Ele muitas vezes é chamado de “derrame”, e acontece quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido, ou quando há um sangramento cerebral.

    Apesar de assustar, entender como o AVC acontece é essencial. Reconhecer os sinais, buscar ajuda rápida e saber como funciona o tratamento pode salvar vidas e reduzir sequelas.

    Existem diferentes tipos de AVC, cada um com características próprias, mas todos exigem atenção imediata. Quanto mais cedo a pessoa recebe atendimento, maiores são as chances de recuperação.

    O que é o AVC?

    O cérebro depende de oxigênio e nutrientes que chegam através do sangue. Assim, quando essa circulação é interrompida, as células cerebrais começam a morrer em poucos minutos.

    Essa interrupção pode ocorrer de duas formas: 

    • Por um bloqueio que impede a passagem do sangue
    • Por um rompimento de vaso que causa sangramento

    Há ainda situações transitórias, conhecidas como AIT, que funcionam como um alerta de que um AVC mais grave pode acontecer.

    Principais tipos de AVC

    O AVC não é uma doença única, embora tenhamos essa percepção. Em realidade, existem três tipos de AVC que, apesar de terem sintomas semelhantes, podem ter consequências diferentes.

    AVC isquêmico

    É o tipo mais comum, responsável por cerca de 80% dos casos. Ocorre quando um coágulo ou depósito de gordura bloqueia o fluxo sanguíneo em uma artéria cerebral.

    • Causas mais frequentes: aterosclerose, hipertensão arterial, colesterol alto, diabetes e arritmias cardíacas
    • Sintomas comuns: fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de visão súbita e falta de coordenação
    • Risco: quanto mais tempo o coágulo impede a circulação, maior a área do cérebro comprometida

    AVC hemorrágico

    Embora menos frequente, costuma ser mais grave. Ele acontece quando um vaso sanguíneo no cérebro se rompe, provocando sangramento.

    • Causas mais comuns: pressão alta descontrolada, uso de anticoagulantes, aneurismas cerebrais ou traumatismos
    • Sintomas comuns: dor de cabeça súbita e intensa, vômitos, perda de consciência e déficit neurológico abrupto (como cegueira repentina e dificuldade de movimento)
    • Risco: a pressão causada pelo sangue acumulado pode provocar lesões graves e até morte

    Ataque Isquêmico Transitório (AIT)

    É chamado de “mini-AVC” porque os sintomas aparecem de forma semelhante, mas duram apenas alguns minutos ou horas e desaparecem totalmente em até 24 horas.

    • Causas: pequenos coágulos que se dissolvem rapidamente ou que se deslocam antes de causar lesão permanente
    • Importância: é um forte sinal de alerta. Até um terço dos pacientes que têm AIT pode sofrer um AVC definitivo nos meses seguintes se não houver prevenção adequada

    Ilustração realista de um cérebro humano, destacando vasos sanguíneos relacionados aos tipos de AVC.

    Diagnóstico

    O diagnóstico do AVC é feito de forma emergencial. Os médicos usam exames de imagem, principalmente a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, para diferenciar o tipo de AVC.

    Essa distinção é fundamental porque o tratamento de um AVC isquêmico é completamente diferente do hemorrágico. Dar o medicamento errado pode colocar a vida do paciente em risco.

    Tratamento e reabilitação

    O tratamento começa assim que o paciente chega ao hospital. O tempo é decisivo e cada minuto faz diferença.

    No AVC isquêmico:

    • Uso de medicamentos trombolíticos para dissolver o coágulo, dentro de uma janela de até 4 horas e meia após o início dos sintomas
    • Em casos específicos, realização de trombectomia mecânica, que remove o coágulo por meio de um cateter inserido na artéria

    No AVC hemorrágico:

    • Controle da pressão arterial e correção de distúrbios da coagulação
    • Em alguns casos, cirurgia para drenar o sangue e reparar o vaso rompido

    Na fase de reabilitação:

    • Fisioterapia: trabalha movimentos, força e equilíbrio
    • Fonoaudiologia: reabilita fala, linguagem e deglutição
    • Terapia ocupacional: ajuda na adaptação para atividades diárias
    • Psicologia: oferece suporte emocional para o paciente e familiares

    Na prevenção de novos episódios:

    • Controle rigoroso da pressão arterial, diabetes e colesterol
    • Uso contínuo de medicamentos prescritos pelo médico
    • Adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, exercícios regulares e abandono do cigarro

    O tratamento, portanto, não termina no hospital. Ele se estende por meses ou até anos, exigindo disciplina e acompanhamento multiprofissional para reduzir sequelas e evitar novos eventos.

    Sinais de alerta que não podem ser ignorados

    Saber identificar os sinais de AVC é essencial para buscar ajuda o mais rápido possível. Um método prático é o SAMU (ou FAST, em inglês):

    • Sorriso: peça para a pessoa sorrir. Um lado pode ficar torto
    • Abraço: peça para levantar os dois braços. Um deles pode cair
    • Mensagem: peça para falar uma frase simples. A fala pode sair enrolada
    • Urgência: diante de qualquer um desses sinais, ligue imediatamente para o serviço de emergência

    Perguntas frequentes

    Qual é o tipo de AVC mais comum?

    O AVC isquêmico é o mais frequente, representando cerca de 80% dos casos. Ele ocorre quando um coágulo ou depósito de gordura interrompe a circulação cerebral. O tratamento precisa ser rápido para reduzir o risco de sequelas permanentes.

    Como saber se alguém está tendo um AVC?

    Os sinais mais comuns são fraqueza em um lado do corpo, fala enrolada, perda súbita de visão e dificuldade para coordenar movimentos. Diante de qualquer sintoma, é fundamental acionar o serviço de emergência imediatamente.

    É possível prevenir o AVC?

    Sim, na maioria dos casos. Controlar a pressão arterial, manter o colesterol e a glicose equilibrados, praticar exercícios físicos, adotar uma alimentação saudável e evitar cigarro e excesso de álcool reduzem significativamente o risco.

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    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

    Seguimos diretrizes rigorosas de fontes, sempre citando ou vinculando diretamente às fontes primárias em cada artigo.

    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

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