Neste Artigo

    Condições de saúde

    Aterosclerose: causas, sintomas e tratamento

    Modelo anatômico do coração humano com destaque para artérias e veias coloridas, usado para explicar o que é aterosclerose e seus impactos na circulação.
    Aterosclerose: causas, sintomas e tratamento

    Escrito por Marcela Gottschald

    Publicado em: Outubro 10, 2025

    Aterosclerose: causas, sintomas e tratamento

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    Tempo de leitura: 5 minutos

    Introdução

    A saúde do coração e dos vasos sanguíneos é essencial para o bem-estar de todo o organismo. No entanto, com o passar dos anos, é comum que nossas artérias sofram alterações silenciosas que podem comprometer o fluxo de sangue. Uma dessas alterações é a aterosclerose, condição que preocupa médicos e pacientes por estar associada a doenças graves.

    A aterosclerose se desenvolve de forma lenta e muitas vezes passa despercebida, já que nem sempre apresenta sinais nos estágios iniciais. Ela ocorre quando há acúmulo de gordura, colesterol e outras substâncias na parede das artérias, formando placas que dificultam a circulação. 

    Esse processo pode afetar diferentes regiões do corpo e levar a complicações sérias, como infarto e AVC.

    Embora seja uma condição comum, especialmente em adultos mais velhos, não deve ser encarada como algo inevitável. 

    Assim, conhecer seus fatores de risco, sintomas e formas de prevenção é fundamental para proteger a saúde cardiovascular e manter uma boa qualidade de vida ao longo dos anos.

    O que é a aterosclerose?

    A aterosclerose é uma condição em que as artérias, que são responsáveis por levar sangue rico em oxigênio para os órgãos e tecidos, ficam mais estreitas e endurecidas. 

    Isso acontece devido ao acúmulo de gordura, colesterol, cálcio e outras substâncias que formam as chamadas placas ateromatosas.

    Entretanto, não se trata apenas de acúmulo de gorduras:

    • A aterosclerose começa com pequenas lesões nas paredes das artérias, causadas por fatores como pressão alta, tabagismo e diabetes descontrolado
    • As lesões causam inflamação e a migração de células do sistema imune para o local, especialmente monócitos e células T
    • São essas células que começam a captar colesterol e outros materiais gordurosos 
    • Com o tempo, essas células carregadas de gordura se acumulam, formando as chamadas placas de ateroma
    • Por fim, há o acúmulo de cálcio nas placas, levando ao endurecimento das artérias, além da obstrução

    Esse acúmulo pode começar ainda na juventude e avançar de maneira silenciosa ao longo dos anos. Muitas vezes a pessoa não sente nada até que o estreitamento da artéria comprometa seriamente a circulação ou até mesmo provoque a obstrução total.

    Fatores de risco

    Diversos fatores aumentam a probabilidade de desenvolver aterosclerose. Entre os principais estão:

    • Hipertensão
    • Colesterol elevado
    • Diabetes
    • Tabagismo
    • Excesso de peso
    • Sedentarismo
    • Alimentação rica em gorduras saturadas

    Além disso, a herança genética tem um papel importante. Pessoas com histórico familiar de doenças cardiovasculares devem redobrar a atenção, já que a predisposição pode acelerar o processo de formação das placas.

    É importante destacar que a soma de fatores potencializa o risco. Por exemplo, alguém com pressão alta, que fuma e tem colesterol elevado apresenta risco significativamente maior do que quem possui apenas uma dessas condições.

    Sintomas que merecem atenção

    Na maioria dos casos, a aterosclerose é silenciosa. Porém, quando o estreitamento das artérias começa a comprometer o fluxo sanguíneo, podem surgir sinais específicos, dependendo da região afetada.

    • Quando atinge as artérias coronárias, que irrigam o coração, pode causar dor no peito, falta de ar e fadiga
    • Se afeta as artérias cerebrais, há risco de tontura, dificuldade para falar, perda de visão ou até mesmo um AVC
    • Nas pernas, pode provocar dor ao caminhar que melhora com o repouso, conhecida como claudicação intermitente

    Qualquer sintoma desse tipo deve ser investigado rapidamente, pois pode indicar que as artérias estão comprometidas.

    Vários tipos de comprimidos sobre fundo escuro, incluindo medicamentos usados para tratar a aterosclerose

    Como é feito o diagnóstico?

    De forma geral, o diagnóstico da aterosclerose envolve uma combinação de histórico clínico, exame físico e testes complementares. Mas os exames solicitados podem variar de acordo com  quadro clínico.

    Em pessoas com sintomas de obstrução, é necessário realizar testes para identificar a localização e a gravidade do bloqueio:

    • Eletrocardiograma
    • Exames de sangue para verificar a presença de substâncias que indicam lesão cardíaca
    • Teste de esforço
    • Cateterismo cardíaco
    • Tomografia computadorizada
    • Ultrassonografia com doppler

    Já em pessoas sem sintomas, o médico pode solicitar exames de sangue para avaliar níveis de colesterol e glicemia, para avaliar a presença de fatores de risco. 

    Exames de imagem como ultrassonografia das artérias no pescoço (carótidas) e ultrassonografia com doppler dos vasos das pernas também podem ser usados para avaliar áreas específicas.

    Esses exames ajudam a identificar a presença de placas, medir o grau de obstrução das artérias e avaliar o risco de complicações. Quanto mais cedo a doença é detectada, maiores as chances de controlar a progressão e reduzir os impactos sobre a saúde.

    Tratamento da aterosclerose

    O tratamento da aterosclerose tem como objetivo controlar os fatores de risco, aliviar os sintomas e prevenir complicações. 

    Em muitos casos, a primeira etapa é a mudança no estilo de vida, com alimentação balanceada, prática regular de atividade física e abandono do tabagismo.

    Alguns medicamentos também são frequentemente utilizados, como:

    • Estatinas, para reduzir o colesterol e estabilizar as placas
    • Antihipertensivos, para manter a pressão arterial sob controle
    • Antiplaquetários, como aspirina, para diminuir a chance de coágulos

    Em situações mais graves, pode ser necessária a realização de procedimentos, como angioplastia com colocação de stent ou cirurgias de revascularização, que restabelecem o fluxo sanguíneo adequado.

    Prevenção

    Embora os fatores genéticos não possam ser modificados, grande parte do risco de desenvolver aterosclerose está ligada ao estilo de vida. 

    Por isso, manter uma dieta equilibrada, praticar atividade física de forma regular, controlar o estresse e realizar consultas médicas periódicas fazem toda a diferença.

    A prevenção não é apenas uma forma de evitar a aterosclerose, mas também de cuidar da saúde de maneira global. Afinal, o que protege as artérias também fortalece o coração, o cérebro e todo o organismo.

    Perguntas frequentes

    Como prevenir a aterosclerose?

    A prevenção envolve hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, atividade física regular, não fumar e controlar pressão arterial, colesterol e glicemia. Consultas médicas periódicas e exames de rotina são fundamentais para detectar alterações precocemente.

    Existe cura para a aterosclerose?

    Não há cura definitiva, mas é possível controlar e estabilizar a doença. Com mudanças no estilo de vida, medicamentos e, em alguns casos, procedimentos médicos, o avanço da aterosclerose pode ser freado e suas complicações prevenidas.

    Como é feito o diagnóstico da aterosclerose?

    O médico avalia fatores de risco e solicita exames de imagem, como ultrassonografia com doppler, angiografia ou tomografia. Exames de sangue que medem colesterol, triglicerídeos e glicemia também ajudam a identificar o risco e orientar o tratamento.

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    Cada conteúdo clínico publicado no Health Lab passa por um rigoroso processo de revisão realizado por nossa rede de profissionais de saúde para garantir precisão e confiabilidade.

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    Caso queira saber como o processo ocorre na integra, acesse aqui.

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